Estudo identifica os cinco grandes riscos que as empresas vão enfrentar (mas também destaca oportunidades)

Margarida Lopes
10 de Abril 2025 | 10:10

No estudo “Top Geopolitical Risks 2025”, a KPMG faz uma análise dos cinco principais desafios geopolíticos a que as organizações estão sujeitas, num curto prazo, e revela como estas poderão transformá-los em oportunidades.

 

Durante vários anos, as incertezas geopolíticas estiveram no topo da lista de preocupações dos líderes das organizações, como comprova o estudo anual KPMG CEO Outlook 2024. Recentes inquéritos a líderes empresariais revelam-nos que estes riscos já não são teóricos e têm efeitos reais e tangíveis nas decisões estratégicas e operacionais.

 
Os cinco principais desafios geopolíticos de 2025:

Mudanças relevantes no poder, nos centros económicos e no comércio
As novas taxas comerciais impostas pelos Estados Unidos, seguida das respostas de retaliação de vários países estão a criar alianças comerciais e centros de investimento, redefinindo a dinâmica do poder global.
 

Um ambiente regulamentar e fiscal complexo e fragmentado
A regulamentação e a fiscalidade estão a evoluir a ritmos distintos, em diferentes geografias. Um dos exemplos mais claros é a tributação mínima global, que está a ser adotada apenas por alguns países, gerando divergências em relação à política fiscal internacional.

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Um panorama tecnológico politizado e em rápida evolução
O surgimento de novos atores de IA generativa (Gen AI) desafia o domínio dos EUA. As entidades reguladoras têm dificuldade em acompanhar o ritmo das novas soluções de IA generativa, e um retrocesso na regulamentação pode vir a deixar os modelos de IA fora de controlo. A concorrência geopolítica no domínio da IA e de outras tecnologias (por exemplo, a computação quântica) está a criar blocos tecnológicos em torno dos EUA e da China, pondo assim em risco a cooperação e o acesso internacional.

 

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Múltiplas ameaças às cadeias de abastecimento, aos ativos e às infraestruturas
As rivalidades geopolíticas, o proteccionismo comercial, os conflitos, a competição pelos recursos, os ciberataques e os fenómenos climáticos colocam grandes tensões nas empresas com negócios globais. As guerras e as tensões representam ameaças crescentes para os principais pontos de estrangulamento do transporte marítimo. Os países estão a adotar medidas protecionistas para salvaguardar e diversificar as suas cadeias de abastecimento, incluindo energia, alimentos e minerais essenciais.

 

Pressões tecnológicas, culturais e demográficas
O envelhecimento da população, as reformas em massa, a diminuição das taxas de natalidade (nos países desenvolvidos), a alteração das preferências dos colaboradores, as guerras culturais, a integração da IA e a requalificação profissional colocam grandes desafios à mão de obra.

 

Quais são as oportunidades para os líderes empresariais?
Segundo o estudo da KPMG, os líderes empresariais devem concentrar-se na criação de estratégias que levem a sua resposta geopolítica de reativa a proativa, incluindo o desenvolvimento de abordagens holísticas de antecipação e de gestão do risco geopolítico.

Este estudo global da KPMG propõe cinco passos fundamentais para ajudar a capitalizar as oportunidades e a reduzir os riscos para as empresas:

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  • Alargar as fontes de investimento, com destaque para o aumento do capital privado;
  • Desenvolver competências de compliance mais fortes para monitorizar e responder à evolução da regulamentação;
  • Melhorar a resiliência e a reputação através da cibersegurança e do governo dos dados;
  • Construir cadeias de abastecimento geograficamente mais curtas e mais simples, bem como considerar a possibilidade de friend-shoring;
  • Concentrar-se e investir na cultura empresarial para ajudar a garantir o alinhamento com a evolução dos valores e das suas equipas.

 

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