A maioria dos cerca de 1500 empresários ou gestores de topo da indústria transformadora sediada em Portugal ouvidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) entre 1 e 22 de Dezembro está a antever um colapso na contratação (criação de emprego) ou mesmo um aumento no número de despedimentos ou de não renovação de contratos.
Os dados são de um estudo do INE divulgado pelo Diário de Notícias.
A maioria dos cerca de 1500 empresários e gestores de topo da Indústria Transformadora questionados em Dezembro admite uma quebra significativa na criação de novos postos de trabalho, apontando mesmo para um aumento dos despedimentos e da não renovação de contratos ao longo dos próximos meses.
De acordo com o INE, o indicador que mede as expectativas quanto à evolução do emprego nos três meses seguintes afundou para o pior registo desde o período da pandemia, em 2020, e para níveis que não eram observados desde 2013, durante o programa de ajustamento económico.
Em Dezembro, a média móvel de três meses deste indicador entrou em terreno negativo, reflectindo uma deterioração acentuada da confiança no sector.
Apesar de muitos economistas considerarem que a economia portuguesa se encontra próxima do pleno emprego, com a taxa de desemprego estabilizada em torno dos 6%, os novos dados revelam um clima de forte incerteza na indústria, penalizado pela quebra da procura global e por perspetivas menos favoráveis para a produção.
Actualmente, a Indústria Transformadora emprega cerca de 884 mil pessoas, o equivalente a 16% do emprego total em Portugal, o que torna o agravamento das perspectivas no sector particularmente relevante para a evolução do mercado de trabalho em 2026.














