O estudo anual da KPMG “Global female leaders outlook 2025” mostra que em Portugal, os três critérios mais valorizados para o sucesso profissional de uma líder foram o trabalho árduo (54%), a determinação (39%) e o pensamento estratégico (32%). A nível global, a única diferença está na característica mais valorizada, que 51% das inquiridas considera “ser uma boa líder”.
O estudo que que falou com cerca de 500 líderes mundiais (directoras e C-level) de 46 países, entre os quais Portugal, que teve a oitava maior participação, revela que as líderes portuguesas estão mais confiantes que as globais no que diz respeito ao crescimento do país, mas partilham do pessimismo relativamente à economia mundial, com apenas 32% das participantes nacionais a acreditarem no seu crescimento.
Além das perspectivas económicas, outro dos pontos analisados no estudo diz respeito à tecnologia e ao seu impacto nas organizações. Mais de 60% das executivas portuguesas e globais consideram a IA (Inteligência Artificial) Generativa uma prioridade de investimento, no entanto a maioria defende que esta não terá impacto no número de empregos, exigindo, sim, requalificação em algumas áreas. Trata-se de uma inversão de tendência face aos dados da edição anterior, onde a prioridade das líderes dizia respeito aos recursos humanos, e não à tecnologia.
De acordo com Vitor Ribeirinho, senior partner/CEO da KPMG Portugal, «apesar das incertezas globais, o optimismo nacional e a aposta na inovação, inclusão e sustentabilidade posicionam Portugal como um exemplo de liderança feminina estratégica. De resto, este estudo permite-nos ter uma visão clara e alargada sobre como as empresárias nacionais e internacionais olham para alguns dos principais temas mundiais. Acreditamos que esta partilha de conhecimento e a comparação entre as visões nacionais e internacionais são ferramentas úteis para a tomada de decisões e aumenta o grau de preparação das organizações para contextos imprevisíveis.»
O tema do ESG e da diversidade está também em destaque, com o governance a assumir um papel central nas organizações, confirmado pelo facto de 43% das líderes nacionais e 38% das inquiridas globais acreditarem que a sua estratégia de ESG deve passar pelo aumento deste pilar na sua organização.
Ao nível da diversidade e da igualdade, as portuguesas estão mais optimistas e defendem que a igualdade de género nas administrações das empresas será efectiva no prazo máximo de dez anos. Globalmente, as respostas indicam que 25% das participantes acreditam que isso só acontecerá ao final de 15 anos.














