Estudo revela quais as cidades europeias que mais se “queixam” do turismo excessivo (Portugal está no top 5)

O aumento do turismo na Europa tem provocado tensões crescentes com as comunidades locais, especialmente em Espanha, Itália e França, onde os protestos contra o turismo de massas são mais intensos. O impacto no acesso à habitação e no custo de vida impulsiona a reação negativa.

Human Resources
7 de Junho 2026 | 11:00

O crescimento do turismo em vários países europeus tem gerado uma reacção negativa significativa das comunidades locais, principalmente devido à escassez de habitação e ao aumento dos custos de vida, avança o Travel and Tour World.

Espanha, Itália e França destacam-se como os países onde os protestos contra o turismo de massas são mais frequentes e expressivos. O restante top 5 fica completo com a Grécia e Portugal.

Em Espanha, mais de 40 cidades registaram manifestações contra o turismo, incluindo Barcelona e as ilhas Canárias. A região da Catalunha recebeu cerca de 20,1 milhões de turistas em 2025, um aumento de 0,6% face a 2024.

Itália também tem sido palco de protestos em cidades como Veneza, Roma, Florença, Nápoles e Milão. Para conter o turismo excessivo, Veneza introduziu uma taxa turística em dias específicos de Abril a Julho para visitantes em excursões de um dia.

Em França, manifestações ocorreram em Marselha, Nice e Paris, acompanhadas por um aumento da oposição aos navios de cruzeiro, reflectindo a resistência tanto em áreas urbanas como em destinos costeiros.

Continue a ler após a publicidade

No lado oposto, países como Chipre e Albânia apresentam uma postura mais acolhedora, sem registo de protestos anti-turismo nem pressão regulatória significativa sobre os visitantes.

O estudo da plataforma digital JB.com, que analisou 30 países, considerou factores como a intensidade dos protestos, cobertura mediática, taxas turísticas e a proporção de visitantes por residente para identificar as regiões mais afectadas pela reação negativa ao turismo.

Partilhar


Mais Notícias