O Barómetro RH 2025 da Galileu, empresa de formação do grupo Rumos – Knowledge Sharing realizado junto dos departamentos de Recursos Humanos das empresas em Portugal, revelou que a maioria dos profissionais inquiridos (54%) prevê um reforço de equipas nas suas organizações nos próximos 12 meses.
São mais os profissionais das pequenas e médias empresas a responder positivamente a um reforço das equipas (58%); enquanto nos profissionais as grandes empresas a expectativa de novas contratações é mais baixa (48%).
A liderança e a gestão de equipas destacam-se como as competências mais valorizadas pelos profissionais RH nos próximos dois anos, sendo apontadas por 60% dos inquiridos no Barómetro RH 2025. Seguem-se a inteligência emocional e a comunicação (48%) e o trabalho em equipa e colaboração (25%).
Também apontadas de forma significativa, as competências digitais e tecnológicas (24%), inteligência artificial e automação (23%) e resolução de problemas e pensamento crítico (24%) deverão ser acompanhadas com atenção nos próximos tempos tendo em conta a sua relevância na implementação de Inteligência Artificial (AI) nas organizações.
Quando inquiridos sobre como irão preencher as novas vagas, o recrutamento é a forma mais apontada pelos inquiridos. Contudo, a principal dificuldade apontada pelos profissionais de RH é a falta de candidatos com as qualificações procuradas (61%), o que confirma um desajuste estrutural entre as competências dos profissionais no mercado e as exigências reais das organizações. Esta lacuna é particularmente visível em áreas técnicas e tecnológicas, onde a transformação digital avança, muitas vezes, mais rápido do que o mercado prepara novos profissionais. Apontada por 52% dos inquiridos, a pressão salarial surge como outro obstáculo relevante.
Estes dados reforçam a urgência de investir em estratégias de employer branding, formação interna (upskilling/reskilling) e políticas salariais e de benefícios competitivos, para que as organizações consigam responder à escassez de talento de forma sustentada. Os dados revelam a existência de estratégias de upskilling nas organizações, com 67% dos inquiridos a afirmar que as suas organizações já iniciaram este caminho, ainda que, em muitos casos (45%), estas estratégias não estejam ainda completamente estruturadas ou implementadas.
Esta aposta pode ser explicada pela necessidade imediata de colmatar lacunas de competências no recrutamento externo, tornando o upskilling uma resposta tática à escassez de talento. No entanto, estes números baixam consideravelmente quando falamos de estratégias de reskilling, presentes apenas em 48% das organizações e de forma estruturada em apenas 15%.
Os dados revelam que, em 2025, a gestão intermédia e as equipas operacionais serão o foco do investimento em formação e desenvolvimento de competências, com destaque para as soft skills, para 77% e 75% dos inquiridos, respetivamente. As competências técnicas específicas são também uma prioridade, mencionadas por 55% dos inquiridos.
O presente barómetro recolheu 100 respostas válidas, obtidas por amostragem por conveniência, entre 20 de Março e 16 de Abril. O inquérito foi divulgado através do email marketing e do site e redes sociais da Galileu, sendo dirigido a profissionais que integram equipas de Recursos Humanos ou desempenham funções de gestão de pessoas.














