O estudo Concern to Confidence: How Telecoms Businesses Can Embrace AI Without Leaving People Behind, da Colt Technology Services (Colt), revela que 55% dos trabalhadores estão preocupados com a possibilidade de os sistemas de IA poderem vir a substituí-los no exercício das suas funções. Esta preocupação é mais comum nas funções maioritariamente desempenhadas por mulheres.
Os trabalhadores que estão mais preocupados com esta possibilidade são os das áreas de marketing (60%), financeira (60%), de atendimento ao cliente (59%) e administrativa (58%). De referir que estas funções são maioritariamente desempenhadas por mulheres.
Menos de um em cada quatro (23%) dos inquiridos afirmou estar muito seguro em relação ao seu emprego; a falta de confiança é particularmente evidente entre os colaboradores mais juniores e em início de carreira.
Apesar disso, a maioria (63%) acredita que a IA contribuirá para acelerar o progresso no cumprimento das metas da igualdade de género, embora se devam acautelar eventuais preconceitos e envolver um conjunto diversificado de colaboradores nos projectos de adoção desde o seu o início.
Os dados revelam que há diferenças significativas na utilização das ferramentas de IA, mesmo entre os países que já integram esta tecnologia nas suas operações diárias. As ferramentas mais utilizadas são as de IA integrada na pesquisa e a IA generativa.
O estudo destaca igualmente a falta de consciência acerca das medidas que as organizações estão a implementar – se é que estão, para mitigar os riscos decorrentes da implementação dos sistemas de IA em relação às desigualdades de género.
Tradicionalmente, o sector das telecomunicações não é conhecido pela paridade de género, mas embora poucos inquiridos considerem excelente o nível de diversidade de género ao nível da administração (20%), da gestão de topo (20%) ou das empresas no geral (22%), quase dois terços (63%) acreditam que a IA ajudará a melhorar o progresso no cumprimento das metas de igualdade de género existentes ou futuras.
Para preparar os trabalhadores para o futuro, cerca de uma em cada quatro empresas (24%) do sector das telecomunicações está a capacitar os seus colaboradores nas suas actuais funções com competências de IA, e pouco mais de uma em cada cinco (21%) está a formar os trabalhadores para funções diferentes.
As ferramentas disponibilizadas incluem cursos online (47%), materiais de leitura (41%) e participação em conferências (35%). Um em cada três trabalhadores (33%) tem acesso a cursos presenciais; mais de um em cada quatro (27%) pode obter certificações; e um em cada cinco beneficia de programas de mentoria.
Globalmente, os trabalhadores mostram-se optimistas sobre os benefícios proporcionados pelas tecnologias de IA, nomeadamente as análises de dados mais rápidas e maior produtividade. Os principais destaques por país incluem: acelerar a conclusão de tarefas – a opção preferida na Índia (50%), Estados Unidos (43%) e Japão (44%); análise mais rápida de dados – escolhida por 44% na Alemanha e 46% na Finlândia; redução do risco de erros – referida por 33% em Itália e 29% em Espanha; aumento da produtividade – a opção mais popular no Reino Unido (41%) e em França (30%)
A IA integrada na pesquisa é usada diariamente por 35% dos inquiridos pelo estudo cujas empresas já incluem estas tecnologias nas suas operações diárias, uma percentagem que aumenta para 56% na Índia, 43% no Reino Unido e 39% nos EUA. Quase um em cada quatro (24%) utiliza a IA generativa todos os dias, com níveis de adopção mais elevados na Índia (43%), no Reino Unido (38%) e nos Estados Unidos (28%).
Para o estudo da Colt, a Censuswide inquiriu 1005 colaboradores de empresas de telecomunicações com vários cargos e desempenhando várias funções em nove países (Finlândia, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos).














