Executive Tea Club chega ao Dubai e Bahrein

Aproximar empresárias portuguesas de líderes estabelecidas no Médio Oriente, apoiar processos de internacionalização de empresas portuguesas, promover marcas nacionais, desenvolver parcerias, abrir portas a novos mercados e dar visibilidade a mulheres com conhecimento e, também, resignificar conceitos de negócio são algumas das oportunidades identificadas pelo Executive Tea Club na estratégia de internacionalização que tem em curso. Para já com presença activa no Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Bahrein.

Margarida Lopes
28 de Julho 2026 | 16:40
Executive Tea Club chega ao Dubai e Bahrein

A unir há três anos profissionais em cargos de topo, esta comunidade feminina de networking começou com 28 executivas e, mais de 50 sessões volvidas, consegue já mobilizar mais de 530 mulheres, entre administradoras de empresas, directoras-gerais, gestoras, CEO, consultoras, médicas, advogadas, contabilistas e especialistas das áreas financeira, tecnológica, imobiliária, comunicação, educação, saúde, diplomacia, hotelaria, turismo, cultura, política e indústrias criativas. Todas ligadas por uma visão comum: “liderar com sofisticação, consciência, influência e impacto”, como sublinha a cofundadora do ETC e empresária Raquel Mota Pinto.

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Para já, o Executive Tea Club possui polos activos em três distritos (Porto, Lisboa e Aveiro), mas quer expandir o conceito e dinamizar altos quadros e empresárias em cidades dos 18 distritos. A presença no Médio Oriente, concretiza a mentora da rede, foi possível “graças à presença de mulheres com conhecimento local, sensibilidade cultural e forte ligação às comunidades empresariais”.

No Dubai, a embaixadora do ETC “permitiu desenvolver o polo com maior proximidade e compreensão do mercado”, enquanto no Bahrein a congénere portuguesa “está a construir uma rede feminina qualificada, internacional e alinhada com os valores da comunidade”, explica Raquel Mota Pinto. Segundo a qual, as duas geografias representam muito mais do que dois mercados com potencial de crescimento. São “uma forma de olhar para o mundo”, com ambição, abertura, criatividade e “coragem para transformar aquilo que parece improvável em algo possível”.

Paralelamente à estratégia de expansão em marcha, o ETC tratou já de reforçar a proximidade entre as mulheres membros com o lançamento de uma App (para Android e iOS), durante a celebração do terceiro aniversário, em Junho.

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Bilingue (em português e inglês), a aplicação informática facilita a comunicação à distância entre as executivas e possui funcionalidades que permitem partilhar negócios e pedir ajuda especializada às diferentes profissionais que fazem parte da comunidade, além de uma biblioteca digital sobre diferentes temas: liderança, gestão, comunicação, marketing, inteligência artificial, finanças, desenvolvimento pessoal e networking.

«A app permite que nos conheçamos melhor, possibilitando identificar áreas de especialidade, interesses, objectivos e afinidades, mantendo vivas as ligações iniciadas nos eventos. É uma extensão tecnológica da comunidade e um espaço de conexão livre e consciente», refere Raquel Mota Pinto.

Cada sessão do Executive Tea Club acontece em ambientes exclusivos, onde o ritual do chá – inspirado pela rainha consorte Catarina de Bragança – conhece um detalhe, uma atmosfera e uma beleza que apelam à pausa. O convite para partilhar um menu à mesa, num momento que serve igualmente para absorver o conhecimento trazido por um especialista, é uma forma de “desacelerar o ritmo corporativo e dar espaço a conversas com substância, alianças genuínas e decisões estratégicas tomadas com clareza, menos ruído e mais impacto”, como salienta a fundadora. Que não deixa de assinalar os “sinais encorajadores” na evolução da liderança feminina em Portugal.

«Tem havido um progresso na proporção de mulheres administradoras nas empresas cotadas em bolsa de valores. Mais do que duplicou nos últimos oito anos e estará agora perto de 37% de representatividade – graças, também, à implementação de quotas neste universo empresarial. E o avanço tem sido gradual noutros domínios empresariais», comenta Raquel Mota Pinto.

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Segundo dados do European Institute for Gender Equality, o nosso País estará entre os que melhores progressos registaram na presença feminina nas equipas de gestão das empresas cotadas (subiu de 8,2% para 17,4%, num crescimento de 112% em quase uma década). Apesar destas melhorias, em alguns índices, a realidade nacional continua desequilibrada nas posições profissionais onde se tomam decisões estratégicas. Portugal era, no ano transato, segundo o instituto dedicado à igualdade de género na Europa, o sétimo com menor representatividade de mulheres em funções de administração executiva entre 30 países.

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