Existem 52 milhões de trabalhadores domésticos no mundo

Delta Coders
10 de Janeiro 2013 | 15:41

Existem 52 milhões de empregados domésticos no mundoPortugal é o segundo, entre os países desenvolvidos, com mais emprego doméstico em percentagem do emprego total, indica um relatório divulgado esta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com o documento “Domestic Workers Across the World”, um extenso trabalho que inclui estatísticas e analisa o âmbito da protecção legal existentes para estes trabalhadores (em muitos casos mulheres imigrantes). Em Portugal os trabalhadores domésticos (estimados em 175 500) representam 3,4% do total da força de trabalho, apenas precedido pela Espanha (4,0%). Outros países como França e a Itália apresentam rácios de 2,3 e 1,8%, respectivamente.

O relatório, que apresenta dados reportados aos anos 2008 a 2010, indica ainda que, em Portugal, a função é maioritariamente desempenhada por mulheres, um universo que (em 2008) pesava 7,2% do efectivo total em idade activa. Ainda, a duração semanal do trabalho doméstico em Portugal (26,6 horas) está praticamente em linha com o praticado em Espanha (26,2) e a Itália (26,4).

Na altura, estavam contabilizados dois mil homens a exercerem neste sector de actividade.

Por outro lado, desde que – em 2004 – as leis do trabalho (como salário mínimo e Previdência) foram alargadas ao sector, os trabalhadores domésticos passaram a beneficiar (formal e genericamente) da mesma protecção legal que abrange os restantes assalariados.

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Porém, segundo o relatório da OIT, de um universo global de 52,1 milhões de trabalhadores domésticos estimado a nível mundial (maior incidência está em África e na América Latina), apenas 10% do efectivo global está coberta por algum tipo de legislação laboral.

Ainda, segundo a OIT, 83% do total mundial a trabalhar a dias é representado por mulheres. Outro universo estimado em quase 16 milhões de pessoas (30% do total) está totalmente excluído de qualquer protecção legal. Note-se ainda que, cerca de metade dos trabalhadores domésticos (45% do total) não tem direito a dias de descanso semanal, nem férias anuais remuneradas.

Por fim, o documento da OIT nota que entre 1990 e 2010, o número de trabalhadores domésticos aumentou em mais de 19 milhões de pessoas.

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Estas estatísticas, que os autores do estudo admitem que estejam subestimadas, não contemplam as crianças menores de 15 anos postas a fazer trabalho doméstico nem cobre a totalidade das pessoas que emigram à procura destes empregos e que escapam às estatísticas.

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