Fábrica de diamantes artificiais planeia investir 400 milhões de euros na Covilhã e criar dezenas de postos de trabalho

Human Resources com Lusa
27 de Novembro 2023 | 15:20

Uma fábrica de produção de diamantes artificiais vai instalar-se na Covilhã, um projecto a concretizar em duas fases num investimento global de 400 milhões de euros, informou o presidente da autarquia, Vítor Pereira.

 

Segundo o autarca daquele município do distrito de Castelo Branco, a empresa Lightningplace, de capital indiano, tem como objectivo começar, num primeiro momento, com um investimento de 96 milhões de euros, com a instalação de 72 reactores e a criação de 40 postos de trabalho.

Numa fase posterior, a intenção é investir 400 milhões de euros numa unidade com 300 reactores, as máquinas onde se produzem os diamantes de laboratório, e atingir os 150 postos de trabalho «altamente especializados», sublinhou Vítor Pereira.

Na reunião pública do executivo municipal foi aprovada a minuta do protocolo entre a empresa e a Câmara da Covilhã, que prevê a venda de terrenos para o efeito nas imediações do Centro de Dados da Altice, junto ao antigo aeródromo da cidade.

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O contrato-promessa entre as duas partes prevê, para já, a venda de um terreno de 30 mil metros quadrados para o efeito, ao valor unitário de 10,22 euros o metro quadrado, num total de «quase meio milhão de euros», acentuou o presidente do município, que acrescentou estar prevista a compra de mais área, caso venha a ser necessário.

Vítor Pereira salientou tratar-se de um investimento «de dimensão nacional» e adiantou que na Europa apenas existe uma unidade do género, na Bélgica, com «tecnologia de ponta».

«Estamos a falar de uma área tecnológica altamente diferenciadora, inovadora. Em toda a Europa, só na Bélgica existe um empreendimento desta natureza. Depois, também estamos a falar da criação de postos de trabalho altamente qualificados», enfatizou o presidente da Câmara da Covilhã.

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Vítor Pereira referiu que a sede vai ficar localizada na Covilhã e é no concelho que a empresa vai pagar os seus impostos.

Embora tenha apontado que os prazos são uma variável que não depende do município, o edil adiantou que a primeira fase poderá avançar «mais rapidamente» e que as obras, «provavelmente», podem começar no próximo ano, sendo que o restante empreendimento poderá estender-se «por mais três ou quatro anos» até chegar aos 300 reactores.

De acordo com Vítor Pereira, hão-de depois «surgir actividades a montante e a jusante desta actividade que hão-de também criar unidades empresariais, emprego e gerar riqueza».

A empresa, já instalada no Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, vai também estabelecer uma parceria com a Universidade da Beira Interior, segundo a informação avançada pelo presidente do município.

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