Entre os materiais mais reaproveitados estão as mochilas, o material de escrita e calculadoras (os três com 68% das respostas). Os estojos são também um dos artigos mais destacados pelos inquiridos quando o tema é reaproveitamento (63%). Quanto ao principal motivo para reutilizar, 39% dos entrevistados refere a questão económica, enquanto 36% aponta o prolongamento da vida útil dos produtos. Os resultados mostram, assim, que a reutilização deixou de ser apenas uma resposta à necessidade de poupar e passou também a refletir uma mudança nos hábitos de consumo das famílias.
Apesar da crescente digitalização das compras, a preparação do novo ano lectivo continua a ser feita sobretudo presencialmente. 69% dos participantes prefere comprar o material escolar em lojas físicas e apenas uma pequena percentagem opta exclusivamente pelo comércio online. Agosto mantém-se igualmente como o principal momento para preparar o regresso às aulas, concentrando metade das compras realizadas pelas famílias.
A contenção das despesas não significa, contudo, que as famílias estejam dispostas a abdicar de todas as actividades fora da escola. Grande parte dos inquiridos acredita que as actividades extracurriculares são importantes para a rotina dos estudantes (81%), com o desporto (49%) a destacar-se como a opção mais escolhida pelas famílias.
O apoio ao estudo (42%) e a música (35%) completam o pódio das actividades mais valorizadas pelas famílias, demonstrando que estas continuam a atribuir importância a experiências que complementam a formação escolar e contribuem para o desenvolvimento dos estudantes.
Ainda assim, o custo continua a ser um obstáculo considerável. Entre os consumidores que optam por não inscrever os filhos em actividades extracurriculares, 31% indica o preço elevado como o principal motivo, uma percentagem superior à daqueles que referem a falta de tempo ou a incompatibilidade de horários (16%).
Esta capacidade de adaptação poderá tornar-se ainda mais importante nos próximos anos. 86% dos entrevistados acredita que os custos associados ao regresso às aulas vão continuar a aumentar, reforçando a necessidade de um planeamento cada vez mais antecipado e de uma gestão criteriosa das despesas. Para as famílias portuguesas, preparar o novo ano lectivo é, cada vez mais, um exercício de equilíbrio entre poupar, reutilizar e manter as prioridades que consideram essenciais.














