Ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas em Coimbra para apoiar formadores

Human Resources com Lusa
6 de Julho 2023 | 15:20

Um conjunto de ferramentas de inteligência artificial (IA) para apoiar formadores e acelerar o processo de criação de materiais educativos foi desenvolvido na Universidade de Coimbra (UC), anunciou esta instituição de ensino superior.

 

Denominado SmartEDU, o projecto «tem como principal finalidade» apoiar professores e formadores «no momento da criação de testes de avaliação e de slides para apresentações», e pretende aumentar a eficiência daqueles processos e reduzir o tempo despendido na preparação de conteúdos, afirmou a UC em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

«Neste trabalho, explorámos diferentes formas de automatizar a criação de testes a partir de documentação com os temas abordados em formações/cursos, ou seja, a plataforma gera uma lista de perguntas baseadas na matéria lecionada e no caso das perguntas de escolha múltipla gera também as várias opções certas e erradas», explicou, citado na nota, Hugo Oliveira, investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC).

O também docente no Departamento de Engenharia Informática (DEI) da Faculdade de Ciências e Tecnologia acrescentou que a nova ferramenta «pode ser aplicada a qualquer cenário de educação, estando funcional em português e inglês».

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A geração de slides para apresentações é outra das utilizações da plataforma: «Em vez de o formador começar a apresentação do zero, tem um sistema que vai identificar os tópicos principais dos documentos, sugerindo uma sequência de slides com esses assuntos da matéria», descreveu o investigador.

Hugo Oliveira observou que as ferramentas foram desenvolvidas no âmbito de um trabalho iniciado em 2021 «para permitir aos docentes terem mais tempo para os estudantes».

«Se o professor perder menos tempo a criar testes e a preparar apresentações poderá dedicar mais tempo a interagir com os alunos e a preparar as aulas», realçou o investigador do CISUC, frisando que, «desde o início, era intenção da equipa que a plataforma fosse usada para acelerar a produção de conteúdos, mas também que os seus resultados fossem sempre validados por humanos».

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Apesar do SmartEDU ter sido financiado com perto de meio milhão de euros pela Agência Nacional de Inovação, com recurso a fundos europeus, a UC sublinhou que a utilização destas novas ferramentas de inteligência artificial pelo público em geral «terá um custo associado», já que o projecto foi proposto por uma empresa privada, que o irá integrar nos serviços de desenvolvimento de conteúdos que presta aos seus clientes.

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