Fidelidade: «Fomentar a promoção da cultura e dos valores» através do onboarding

Na Fidelidade estão presentes dois programas de onboarding, com características distintas, que se dirigem a diferentes segmentos de colaboradores.

 

Um Grupo diferente, feito de pessoas para pessoas, que tem na essência da sua cultura uma visão humanista»: é assim que Adriana Gouveia, do departamento de People & Culture Engagement da Fidelidade, descreve a experiência de onboarding na seguradora. Desde há um ano, existem no Grupo Fidelidade dois programas de acolhimento adaptados de acordo com o segmento a que se destinam. Por um lado, o onboarding corporativo, destinado a todos os colaboradores que entram para os quadros do Grupo Fidelidade independentemente da sua função e senioridade, com uma ocorrência recorrente ao longo do ano. Por outro lado, o programa de acolhimento de estagiários, chamado Programa Boomerang, que acontece uma vez por ano, geralmente em Setembro, e que consiste num programa de jovens talentos que poderá resultar na sua posterior integração.

 

Qual a importância do onboarding para o Grupo Fidelidade?
O onboarding tem, para o Grupo Fidelidade, uma importância estratégica. Queremos claramente, a médio prazo, tornar-nos “Um Empregador de Referência”. Por outro lado, para o Grupo Fidelidade é fundamental acolher as pessoas que passam pelas suas empresas, pelo impacto positivo que tem nas mesmas e porque sabemos que não há uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão.

A experiência de onboarding permite-nos fomentar a promoção da cultura e dos valores do Grupo Fidelidade, transversais a toda a organização e a todas as suas pessoas. Todos os dias, no nosso trabalho, somos convidados a olhar os desafios de frente e a superá-los para cuidarmos dos nossos clientes, até nos momentos mais difíceis. É esta superação que se relaciona com a nossa forma de estar e ser Fidelidade e que contribui para o sucesso do negócio e resultados do Grupo. Procuramos, desde o primeiro momento, garantir que todos os novos colaboradores são integrados com sucesso, permitindo-lhes com mais rapidez conhecer a organização e ter maior visibilidade sobre diferentes desafios do Grupo Fidelidade.

Para garantir o impacto do onboarding corporativo tivemos que tomar três decisões importantes: 1. Organizar as datas de entrada do recrutamento de acordo com as datas de onboarding, assegurando que esta experiência seja vivida sempre que possível durante os três primeiros dias do colaborador na empresa; 2. Receber os novos colaboradores centralmente, pela direcção de Pessoas e Organização, sempre que possível. Em alternativa, pela chefia do colaborador no seu posto de trabalho; 3. Envolver as lideranças para garantir a disponibilidade do colaborador a 100% durante esta experiência de acolhimento e integração.

Já no programa Boomerang esta experiência é uma forma de integração destas pessoas no mundo corporativo, proporcionando momentos chave de acolhimento, aprendizagem e desenvolvimento profissional destes jovens talentos que futuramente terão a possibilidade de integrar o quadro das empresas.

 

Quais os aspectos de maior preocupação, por parte da empresa, no que diz respeito à chegada de um novo colaborador?
Facilitar e melhorar a vida dos nossos colaboradores é o nosso grande objectivo. Sentimos que melhoramos quando integramos as nossas pessoas, quer seja colaborador ou estagiário, numa dimensão mais emocional, que permite promover a cultura e os valores do Grupo Fidelidade, transversais a toda a organização e a todas as suas pessoas. Por outro lado, facilitamos a vida aos nossos colaboradores quando, numa dimensão mais informativa, damos a conhecer a organização e os objectivos estratégicos do Grupo Fidelidade, integrando ainda os aspectos mais logísticos de entrega do posto de trabalho e equipamento.

Procuramos ir mais além, tentando com esta experiência apoiar o novo colaborador na construção da sua network de apoio e contactos durante o seu primeiro ano na empresa, que tradicionalmente é dos mais desafiantes pois contempla todo o processo de adaptação e integração.

É para nós importante que a experiência de um novo colaborador seja transformadora ao ponto de se tornar num embaixador da nossa cultura, da nossa forma diferente de ser e de estar.

 

Na prática, como é tradicionalmente conduzido o onboarding de um novo colaborador na Fidelidade?
A nossa principal finalidade é desde logo dar a conhecer ao colaborador o EVP (Employee Value Proposition), ou seja, qual a proposta de valor que como empresa temos para lhe oferecer – benefícios, work-life balance, oportunidades de desenvolvimento formativas e de carreira.

Por essa razão, no onboarding, desde logo são recebidos pela direcção de Pessoas e Organização que centraliza toda a organização e facilitação de toda esta experiência. Começando pela entrega de um kit de boas-vindas e do equipamento que integra o posto de trabalho.

Segue-se depois um almoço de boas-vindas com uma dinâmica de icebreak e um conjunto de apresentações sobre a nossa cultura, organização, informações úteis, as linhas estratégicas do negócio e a sua operação no mundo.

A partir deste primeiro dia, é dado início a um conjunto de iniciativas que passam por apresentações, dinâmicas de grupo, testemunhos de outros colaboradores e sessões de formação com o objectivo de dar a conhecer a organização, a sua proposta de valor e as suas pessoas.

 

E durante os períodos de confinamento, motivados pela pandemia, como era feito o onboarding de novos colaboradores?
Tivemos efectivamente que adaptar as experiências de forma a reduzir os momentos presenciais, limitando-os ao estritamente necessário (entrega do kit de boas-vindas e posto de trabalho).

A jornada de onboarding continuou, assim, de forma remota, através das plataformas digitais de comunicação e trabalho colaborativo que foram disponibilizadas desde o primeiro dia.

 

Qual o feedback que receberam dos colaboradores que ingressaram na Fidelidade durante esse período de tempo?
Em 2021 acolhemos já mais de 200 novos colaboradores e estagiários. O feedback tem sido bastante positivo. Numa fase inicial, após o lançamento, recolhemos feedback qualitativo e quantitativo por forma a avaliar (e se necessário melhorar) a experiência que estávamos a proporcionar aos novos colaboradores.

O reconhecimento dos conteúdos e experiências que proporcionamos aos novos colaboradores contribuem positivamente para a integração destas pessoas no Grupo e para os seus níveis de motivação, tendo por isso especial importância para nós.

 

Existem alguns aspectos relacionados com o onboarding que tenham sido introduzidos por causa da pandemia e se mantenham agora por serem positivos?
A pandemia acelerou a urgência de se criar uma experiência de acolhimento semelhante para os colaboradores, independentemente da sua localização geográfica. Sempre com o intuito de procurar enriquecer a network de contactos destes novos colaboradores, fosse através do contacto directo com outros novos colaboradores, ou através de testemunhos e momentos de networking, proporcionados no onboarding com outros colaboradores do Grupo Fidelidade. Esta experiência permitiu-nos chegar a qualquer novo colaborador ou estagiário independentemente da sua localização geográfica, reduzindo as distâncias e nutrindo a ligação entre as nossas pessoas através desta network que se quer poderosa.

 

Concorda com a ideia de que do onboarding pode depender o sucesso ou não do colaborador na empresa?
O onboarding definitivamente contribui positivamente para o sucesso das nossas novas pessoas na medida em que, logo num primeiro momento, quando proporcionamos toda uma experiência que permite aos colaboradores sentir a cultura do Grupo, reforçamos a sua network de contactos, tanto na rede de newcomers que integram o grupo como através do contacto com outros colaboradores da organização, que conhecem através de testemunhos e da sessão de networking. Finalmente, e não menos importante, partilhamos informação fundamental sobre a estratégia do negócio e do cumprimento de normas e legislação no âmbito de compliance e protecção de dados.

 

O onboarding trata-se de um processo contínuo na Fidelidade?
O onboarding corporativo é uma experiência que se inicia no primeiro dia do colaborador e que se conclui formalmente no seu terceiro dia na empresa.

A partir do quarto dia, o colaborador é integrado na área onde inicia o onboarding do negócio, dando-lhe assim mais ferramentas que lhe permitam acelerar o seu processo de integração no seu trabalho.

No onboarding dos Boomerang a duração é semelhante. Embora os estagiários sejam integrados no sétimo dia na companhia, a totalidade da sua experiência consiste em vários momentos que procuram cultivar a sua integração e melhorar a sua permanência na empresa.

 

De que forma a evolução da cultura da Fidelidade vai sendo transmitida a todos os colaboradores – os novos e os antigos?
A cultura do Grupo Fidelidade é a espinha dorsal da nossa organização, firmada pelo nosso forte sentido de propósito “Para que a vida não pare”. É percepcionada e sentida como real e genuína para os nossos colaboradores, é a cola agregadora entre as várias gerações que temos dentro de casa.

E por isso, no Grupo Fidelidade trabalhamos todos os dias o potenciar desta cultura, que tem uma essência diferenciadora – o WeCare, que sustenta o nosso propósito e traduz os nossos valores através de comportamentos diários, nos quais nos superamos para fazermos bem o bem, nos desafiamos para sermos todos os dias a nossa melhor versão em prol do outro (seja ele cliente, parceiro ou colaborador).

E é esta forma de ser e estar inspiradora e genuína, que é transmitida e pretendemos que seja vivenciada por todos os colaboradores do Grupo, independentemente da sua antiguidade, do seu cargo ou das suas funções.

Os novos colaboradores e estagiários são intencionalmente impactados durante o onboarding por toda uma experiência composta por dinâmicas e testemunhos que procuram, através das suas histórias, partilhar um pouco do que são os valores do Grupo, por forma a que se inspirem e se apropriem de como somos e estamos na sociedade.

 

Esta entrevista faz parte do Especial “Onboarding/Inboarding” na edição de Dezembro (n.º 132) da Human Resources nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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