Fim dos mestrados integrados origina recorde de novos mestrados

Human Resources
21 de Abril 2021 | 16:45

O fim dos mestrados integrados no presente ano lectivo vai levar a um aumento exponencial da oferta de cursos pelas instituições universitárias. A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) recebeu 84 pedidos para validação de licenciaturas e 121 para mestrados. No início de Março, dois terços tinham sido acreditados pela agência, avança o Jornal de Notícias.

 

Segundo a publicação, os mestrados integrados (MI), oferta exclusiva das universidades, permitem ao estudante fazer a licenciatura e o mestrado num total de 300 a 360 créditos. Há três anos, o ministro do Ensino Superior pôs término a este ciclo de estudos integrados, por restringirem a mobilidade dos alunos. Em vigor, e ao abrigo da directiva comunitária, mantêm-se 11 MI de Medicina, nove de Veterinária, oito de Dentária, 20 de Arquitectura e dez de Ciências Farmacêuticas.

A Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) tem registo de 166 destes cursos, num total de 55 instituições. Entre os que se mantêm e os cerca de 50 que estão a cessar, a A3ES recebeu 84 pedidos de acreditação para licenciatura (cada MI corresponde a uma licenciatura) e um número substancial para mestrados: 121.

«Quando desagregaram em licenciatura e mestrados, houve instituições, nomeadamente no curso de Psicologia, que resolveram multiplicar o número de mestrados. Há situações em que temos uma licenciatura a gerar três a cinco mestrados», disse o presidente da A3ES em declarações ao Jornal de Notícias. Segundo João Guerreiro, até Maio «o processo ficará encerrado».

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De acordo com o Jornal de Notícias, foi o que aconteceu na Universidade do Minho, com 14 MI a darem origem a 14 licenciaturas e 19 mestrados. Com o leque de oferta a multiplicar-se em Psicologia, «abrindo-se a diferentes domínios de especialização» com vista a «captar estudantes que poderiam fazer outras opções», revela o reitor. Aumentando «o potencial de recrutamento internacional de estudantes», explica Rui Vieira de Castro.

Tanto mais que, frisa a vice-reitora Maria de Lurdes Correia Fernandes, da Unidade do Porto , «a maioria dos estudantes internacionais está em mestrados porque é um nível interessante de especialização». Sendo que, há determinadas profissões que obrigam, para o seu exercício, ao grau de mestre. A DGES regista, no seu site, 1579 mestrados, 80% dos quais no público. Licenciaturas contam-se 805.

Os mestrados integrados vão funcionar por mais quatro anos lectivos para os alunos neles matriculados e inscritos.

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