Flex Offices ganham força em Portugal e já criaram 6000 empregos na economia nacional

Margarida Lopes
9 de Outubro 2025 | 12:20

Portugal está a ganhar cada vez mais destaque no mapa mundial dos Flex Offices e já criou 6000 empregos na economia nacional. A conclusão é apresentada pela consultora imobiliária JLL no seu estudo “Portugal Flexible Space Trends”, que traça o retrato atual do segmento no país, identificando os principais motivadores para a elevada procura deste tipo de espaço e a forma como os operadores estão a dar resposta.

O mercado de Flex Offices tem registado um assinalável crescimento nos últimos três anos, sendo um foco crescente de dinamismo da ocupação de escritórios e contabilizando cerca de 1700 postos de trabalho ocupados em Lisboa e no Porto só em 2024, estendendo também o seu impacto à economia e à cultura de trabalho no país. Este sector assumiu um papel essencial na facilitação da transição para modelos de trabalho híbrido na consolidação de uma nova forma de trabalhar, com maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, apura o estudo da JLL.

De acordo com o estudo da JLL, este sector está a colocar Portugal no radar internacional quer das empresas ocupantes quer das marcas que operam este tipo de espaço.

Motivadas por um país com uma localização estratégica na Europa, especialmente no contexto transatlântico, que é estável e seguro, com qualidade de vida e recursos humanos qualificados, há cada vez mais empresas a procurar esta opção em Portugal para instalar os seus negócios. O interesse é particularmente forte por parte das empresas tecnológicas, que já representam 40% da ocupação do mercado flex.

Segundo o estudo, os principais motivadores para a crescente procura de escritórios flexíveis passam por este ser um modelo que permite ocupação imediata, que exige menor investimento inicial, permite maior adaptabilidade às necessidades de crescimento de uma empresa, além de dispor de valências e serviços de apoio à colaboração e socialização das equipas. Por outro lado, é para muitas empresas, a solução mais adequada face à implementação dos novos modelos de trabalho, que muitas vezes obriga à redução de espaço.

Continue a ler após a publicidade

Em Portugal, depois de um 2024 com mais de 1700 postos de trabalho ocupados neste tipo de escritórios em Lisboa e Porto, 2025 exibe uma elevada dinâmica, com outros 750 postos já negociados nos primeiros seis meses do ano e uma procura ativa para mais 670, revela a JLL. Além disso, os negócios estão com maior dimensão: a média dos contratos passou para 55 postos de trabalho por empresa, um salto face aos 39 do ano anterior.

Quanto a preços, Lisboa e Porto apresentam realidades bem diferentes. Na capital, um posto de trabalho pode custar entre 400€ e 800€, enquanto no Porto os valores ficam entre 200€ e 300€. Lisboa regista 450 postos ocupados no primeiro semestre do ano, com procura activa para outros 380, considerando apenas as manifestações de interesse registadas pela JLL. O Porto, por seu lado, contabilizou 300 estações de trabalho ocupadas nos primeiros seis meses do ano, com outras 290 de procura latente identificada.

Do lado da oferta há também uma crescente actividade. Por um lado, os operadores já presentes no mercado estão a expandir as suas carteiras para dar resposta a esta forte procura, estando particularmente focados em criar espaços com maior capacidade de postos de trabalho e mais áreas de escritórios privados, melhores zonas colaborativas e um maior leque de serviços. Ao mesmo tempo, o mercado atrai novos players internacionais, sinalizando a confiança no setor português de Flex Office.

Continue a ler após a publicidade

Para já, apesar dos índices de forte crescimento dos últimos anos, o mercado permanece ainda reduzido, ao somar apenas 152.000 m2 de Flex Office em Lisboa e 37.000 mno Porto, correspondentes, a 3% e 1%, respectivamente, dos stocks contabilizados nas duas regiões.

Partilhar


Mais Notícias