Flexibilidade e autonomia no trabalho? Em Portugal parece que não.

No mundo do trabalho, fala-se cada vez mais em flexibilidade e autonomia. Diz-se que é por aí que passa o futuro e as novas formas de trabalhar. Mas dados divulgados hoje pelo INE revelam que, em Portugal, ainda se está longe dessa realidade.

 

De acordo com os números publicados esta terça-feira, 19 de Novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), para 64,7% da população empregada, o horário de trabalho é decidido pela entidade empregadora, clientes ou disposições legais e não pelo próprio (independentemente de o decidir com ou sem restrições).

Esta percentagem é maior nas mulheres (68,4%) que nos homens (61,1%). Apesar disso, para 67,6% da população empregada parece ser fácil ou muito fácil ausentar-se, por motivos pessoais ou familiares, do seu local de trabalho por um curto período de tempo, uma ou duas horas, avisando no próprio dia ou na véspera.

Os dados do INE mostram ainda que para 42,8% da população empregada (46,2% entre os homens e 39,4% entre as mulheres) é fácil ou muito fácil tirar um ou dois dias de férias planeados com pouca antecedência. Esta percentagem é mais baixa entre os trabalhadores por conta de outrem (39,9%).

Já 28,8% da população empregada afirma trabalhar sempre, ou muitas vezes, sob pressão de tempo, tendo de terminar tarefas e trabalhos ou tomar decisões dentro de prazos considerados insuficientes.

No que diz respeito à autonomia, pouco mais de um terço da população empregada afirma ter total ou muita autonomia para decidir a ordem e o modo como executa as suas tarefas ou trabalhos.

Ainda de acordo com os dados do INE, as instalações da entidade empregadora ou do próprio negócio são o local de trabalho principal para 78,0% da população empregada, percentagem bastante mais elevada para as mulheres (87,9%) que para os homens (68,4%).

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