Luísa Pinho, senior account da Randstad Portugal, admitiu durante a sua intervenção na conferência “Que profissionais teremos amanhã?”, organizada pela AHRESP, que as pretensões dos profissionais mudaram com a pandemia, e que as empresas têm que dar respostas às novas exigências.
De acordo com a executiva, antes da pandemia o principal critério dos profissionais era o salário e boas condições de trabalhado, agora, no pós-pandemia, «os últimos estudos [da Randstad] dizem que o factor predominante da selecção de um novo projecto ou para permanecer no mesmo projecto prende-se com uma flexibilidade».
«Flexibilidade é o ponto de ordem para 70% dos inquiridos em Portugal», admite, explicando que esta flexibilidade consiste em ter flexibilidade de horários, para ir ao ginásio, para poder estar com a família e por poder ter uma gestão mais assertiva entre a vida pessoal e profissional.
Em segundo lugar está a possibilidade de desenvolvimento de carreira dentro do novo projecto que este profissional pode abraçar, e em terceiro as compensações além salário, tais como seguros, benefícios, entre outros.
Luísa Pinho sublinha ainda que os profissionais valorizam outros factores preponderantes para a captação e retenção de talento, como a importância do salário emocional e a questão da igualdade de género dentro da empresa.
«A dificuldade está em atrair o talento e depois retê-lo e capitalizá-lo», admite a executiva, acrescentando que, de acordo com os estudos, o sector do turismo está em terceiro lugar como sector mais atractivo para trabalhar, enquanto a restauração está em último lugar».
Fonte: Executive Digest














