FMI sugere subir temporariamente os impostos a empresas com lucros “excessivos”

Human Resources com Lusa
18 de Abril 2022 | 18:30

O FMI está empenhado em continuar a ajudar as empresas afectadas pela pandemia, mas que são viáveis no futuro, e para aliviar parte do esforço público sugere aumentar temporariamente os impostos sobre as empresas que têm lucros «excessivos».

 

Num dos documentos apresentados hoje, durante o primeiro dia das Reuniões de Primavera e relacionado com o endividamento e os desafios do sector privado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) também recomenda que os governos «calibrem o ritmo da sua consolidação orçamental».

A instituição liderada por Kristalina Georgieva considera que as economias com maior recuperação podem começar a reduzir a ajuda «mais rápido», mas alerta para problemas de longo prazo nos casos em que essas condições ainda não estão reunidas.

No relatório, o FMI sugere formas através das quais os governos podem ajudar as empresas afectadas pela pandemia, considerando que os apoios devem limitar-se a circunstâncias em que tenham existido «falhas de mercado».

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No entanto, alerta também para que nos sectores mais atingidos pela pandemia é melhor encorajar a reestruturação ou a reconversão.

Depois de reconhecer que é complexo decidir quais os negócios a ajudar, sugere que os governos para «reduzir o ónus» dos auxílios públicos estudem a possibilidade de aumentar temporariamente os impostos sobre as empresas que têm lucros «excessivos».

«Isso ajudaria a recuperar algumas das transferências» que foram dadas a empresas que «não precisavam delas», acrescenta o documento.

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O relatório recorda ainda que o impacto da pandemia na situação financeira das famílias e empresas tem sido desigual a nível global e também depende muito da composição económica por sector de cada país.

O mercado de trabalho no turismo e na hotelaria ainda não recuperou dois anos após a pandemia, enquanto, por outro lado, os sectores da logística e construção viram as condições de trabalho melhorarem, especialmente os salários.

A guerra na Ucrânia também afectou em maior medida as cadeias de abastecimento e os preços da energia e dos alimentos, cujo aumento dos preços também afectará a capacidade das famílias.

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