A força de trabalho em Portugal cresceu 0,7% em média entre 2020 e 2024. Mas os dados mostram que essa subida deveu-se apenas à entrada de trabalhadores estrangeiros, já que, sem eles, a mão de obra disponível diminuía. O contributo dos imigrantes para esse aumento foi dos mais elevados da União Europeia (UE).
Quem o diz é o Jornal de Negócios com base numa análise da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) focada na União Europeia (UE). Com base nos dados do inquérito ao emprego do Eurostat, a entidade olha para o crescimento médio anual da população activa entre 2020 e 2024. E depois separa os dados entre as pessoas que nasceram no país e as que nasceram fora do país.
Os dados mostram que em Portugal, se não fossem os imigrantes, a mão de obra disponível teria diminuído 0,1% em média entre 2020 e 2024. Pelo contrário, subiu 0,7% nesses anos. Os imigrantes não só fizeram a força de trabalho subir nos últimos anos, como anularam a contração na população ativa que ocorreria se não entrassem trabalhadores no país.
Os trabalhadores estrangeiros contribuíram positivamente para o crescimento da mão de obra disponível para praticamente todos os países analisados pela OCDE (que, além da UE, olhou para os dados da Austrália, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido), Portugal destaca-se pelo peso que a imigração teve nessa subida. Por cá, esse contributo foi o sétimo mais alto entre os 28 países analisados e o sexto quando se consideram apenas os estados-membros europeus.
Em primeiro lugar fica a Itália, onde a mão de obra disponível imigrante vale quase duas vezes mais do que a nativa. No entanto, não consegue eliminar a quebra na população ativa no país (pelo forte peso negativo que tem).
A publicação mostra ainda que imigrantes são responsáveis por inverter o declínio na mão de obra disponível em dez dos países analisados: Eslovénia, Alemanha, Áustria, Finlândia, Reino Unido, Portugal, Estados Unidos, Espanha, Polónia e Canadá. Em todos estes países, se não fosse a mão de obra estrangeira, a população ativa teria caído entre 2020 e 2024.














