Fórum empresarial pela igualdade conta com sete novas adesões

O iGen – Fórum de Organizações para a Igualdade conta este ano com sete novas adesões, que se juntam a 60 renovações, numa cerimónia que teve lugar hoje, em Lisboa.

Margarida Lopes
15 de Maio 2026 | 17:20

O número de adesões aumentou este ano e “desde 2019 não havia tantos pedidos” para integrar o fórum, disse à Lusa Cidália Rito, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), a entidade que coordena o iGen.

Por outro lado, 13 entidades optaram por não renovar o seu compromisso com o fórum.

O desafio é “manter a preocupação de dinamizar e de continuar a aproximar as pessoas e os grupos”, que têm as suas actividades profissionais próprias, assume Cidália Rito.

“A lei é óbvio que pode indicar o caminho e o legislador tem essa obrigação, mas quando são as próprias empresas, as próprias pessoas, por sua iniciativa, a quererem ir mais longe e a partilharem essas experiências, é muito mais enriquecedor e é uma grande mais-valia”, destaca a jurista.

Cidália Rito considera que o fórum iGen “pode ser esse motor”, sublinhando que “quanto mais empresas estiverem interessadas (…) em fazer mais e melhor” em matéria de igualdade no trabalho e no emprego, mais justiça e dignidade haverá na sociedade em geral.

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Cidália Rito exerceu as funções de jurista na CITE há cinco anos e recorda que havia “algumas empresas que recorrentemente” recusavam pedidos de horário flexível ou de tempo parcial por trabalhadores com responsabilidades familiares.

«A partir do momento em que essas empresas foram para o iGen, nós praticamente deixámos de receber, ou deixámos mesmo de receber, pedidos de horário flexível [de trabalhadores que reclamavam essa possibilidade], o que significa que uma estratégia comunicacional eficiente, (…) uma partilha (…) de experiências, de como fazer da melhor forma, entre as empresas funcionam», assinala.

Haver entre os membros do iGen empresas ligadas à comunicação social, como é o caso da Lusa, é “sempre importante”, dada a sua “capacidade de influenciar e de mudar”, considera a presidente da CITE.

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Enquanto membros do iGen, os meios de comunicação «podem ajudar muito a passar as mensagens mais certas, mais corretas, quer possibilitando se calhar uma linguagem também mais fácil e mais persuasiva e que seja depois percetível para toda a gente».

Apenas os órgãos de informação públicos, Lusa e RTP, integram o fórum, o que leva Cidália Rito a assumir que vai “tentar atrair” meios privados.

“Aliados na Mudança: Compromissos para a Igualdade” é o tema da cerimónia de assinatura dos acordos de renovação e adesão das 67 empresas e entidades que integram o iGen, entre os quais a agência Lusa.

A cerimónia decorreu esta manhã nas instalações da PwC, no Palácio Sottomayor, em Lisboa, serviu para contactos entre os membros e partilha de resultados.

Sob coordenação da CITE, o iGen – Fórum Organizações para a Igualdade junta 67 organizações, nacionais e multinacionais, dos setores público, privado e da economia social, que operam em Portugal e representam, no seu conjunto, cerca de 2% do Produto Interno Bruto nacional.

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Os membros do iGen assumem o compromisso de reforçar e evidenciar a sua cultura organizacional de responsabilidade social, incorporando nas suas estratégias e nos seus modelos de gestão os princípios da igualdade entre mulheres e homens no trabalho e no emprego.

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