Fundo da Casa do Impacto investe quase meio milhão de euros em startups de impacto ambiental e social

Margarida Lopes
17 de Março 2022 | 15:00
Fundo da Casa do Impacto investe quase meio milhão de euros em startups de impacto ambiental e social

Reshape Ceramics, CicloExpresso, HOLI by nevaro, AccessLab, Carbono biodiverso, Dioscope e Semear são as sete startups investidas num total de 437 mil euros pelo Programa de Investimento para o Impacto +PLUS, desenvolvido pela Casa do Impacto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

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As áreas de foco foram a saúde e saúde mental, a mobilidade, a inserção social e diminuição de desigualdades sociais, a sustentabilidade e as alterações climáticas.

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A segunda edição do Fundo +PLUS da Casa do Impacto propôs-se a investir 500 mil euros para o desenvolvimento e escala de negócios com propósito social e ambiental, inseridos em dois eixos distintos que dependem da fase do negócio: Testing (numa fase de testes do produto) e Scaling (para startups em fase de early stage). Da verba de 500 mil euros, foram investidos 437 mil euros em que o apoio máximo concedido à vertente de Testing foi de 50 mil euros por projecto, e de Scaling um máximo de 100 mil euros por projecto.

O investimento é feito consoante um método de pagamento por resultados, isto é, consoante a certificação de resultados previamente contratualizados com as startups investidas. «Antes de serem seleccionados os finalistas, os projectos pré-seleccionados adaptaram as suas candidaturas a este método de pagamento por resultados (outcome-based payments) num Bootcamp com mentoria, masterclasses e pitch final, que levou 25 startups à última fase do programa, de onde saíram sete finalistas apoiados pelo Fundo +Plus», explica Inês Sequeira, directora da Casa do Impacto.

Candidataram-se 227 projectos que passaram por três fases de selecção para os dois mecanismos de apoio do programa: o Testing e o Scaling. Na primeira fase, que teve lugar em Janeiro, foram pré-seleccionados 35 projectos de áreas muito diversificadas como ecologia, economia circular, consumo sustentável, educação, saúde, cultura, inclusão social, económica, cidades inteligentes e sustentáveis, entre outros, tendo em consideração o perfil e empenho do candidato, o grau de inovação do projecto, a qualidade e exequibilidade dos projectos.

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Na fase de selecção final, iniciada no final de Janeiro, os pré-seleccionados participaram num Bootcamp composto por duas masterclasses, mentoria individual e seis sessões de esclarecimento destinadas a apoiar o preenchimento de um Pitch Deck. Em Fevereiro realizaram um Pitch, em formato online, através do qual foram seleccionados 12 projectos finalistas. No final do referido mês, o Júri final analisou os mesmos e decidiu os sete projectos que integram o Portfolio do Fundo nesta segunda edição.

A próxima edição do programa vai abrir candidaturas em Setembro.

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