Fundo Monetário Internacional mantém previsão de desemprego nos 7,7%

Human Resources
7 de Abril 2021 | 08:41

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou que reduziu o crescimento previsto para 2021. Segundo o novo Panorama Económico Mundial, a retoma nacional vai rondar os 3,9% este ano em vez dos 6,5% calculados em Outubro. Já o nível de desemprego português mantém-se em 7,7% da população activa, revela o Dinheiro Vivo.

 

De acordo com a publicação, esta previsão é explicada pela continuidade das medidas de subsidiação do emprego (lay-off simplifica, apoio à retoma) e pelos programas de formação profissional, que evitam que muita gente seja classificada como não tendo trabalho.

A previsão de crescimento do FMI é igual à avançada pelo Banco de Portugal em Março, mas ligeiramente inferior à da Comissão Europeia (em Fevereiro, 4,1%) e bastante inferior àquela que o governo usou para fazer o Orçamento do Estado deste ano (5,4%).

«A pandemia ainda não foi derrotada e os casos de novas infecções estão acelerar em muitos países. As recuperações também estão a divergir de forma perigosa entre e dentro dos países», revelou a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, citada pelo Dinheiro Vivo.

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O Dinheiro Vivo revela que os maiores perigos ou obstáculos às retomas são «a maior lentidão na implementação das vacinas, os apoios políticos mais limitados. Os países mais dependentes do turismo têm pior desempenho», disse a dirigente. É o caso de Portugal.

De acordo com o outlook, Portugal não está sozinho nesta revisão em baixa, claro. A zona euro como um todo cresce menos este ano (4,4% em vez dos 5,2% previstos há seis meses).

O maior parceiro da economia portuguesa, Espanha, também perde algum gás: cresce 6,4% em vez de 7,2%.

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As grandes economias da zona euro também devem registar retomas mais fracas do que diziam os prognósticos de Outubro. A Alemanha cresce 3,6% (antes era 4,2%), França avança 5,8% (menos duas décimas) e o produto interno bruto (PIB) de Itália soma mais 4,2%, menos um ponto do que há seis meses.

O FMI refere que «países europeus, como por exemplo Chipre, Itália, Malta, Portugal e Espanha), conseguiram salvar parte da época turística do verão ao desconfinarem em meados de 2020».

No entanto, «a isto seguiu-se um aumento muito forte nas infeções que forçaram novos confinamentos nos últimos meses de 2020 e início de 2021».

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