Fundos de Compensação do Trabalho: uma oportunidade para as PME investirem nas suas pessoas

Opinião de Joana Perleques, head of B2B Sales da Galileu

Human Resources
11 de Junho 2026 | 11:00

Por Joana Perleques, head of B2B Sales da Galileu

 

Perante um cenário económico cada vez mais exigente, a capacidade de adaptação das empresas depende cada vez mais das competências das suas pessoas. Ainda assim, muitas PME continuam a ignorar um recurso que lhes permite investir na qualificação das equipas sem impacto imediato na tesouraria: os Fundos de Compensação do Trabalho.

Criados inicialmente para assegurar uma reserva financeira destinada ao pagamento de compensações por cessação de contratos de trabalho, os FCT podem actualmente ser utilizados para financiar acções de formação e requalificação profissional. Esta possibilidade mantém-se até ao final de 2026 e representa uma oportunidade para as empresas reforçarem competências e prepararem as suas equipas para novas exigências.

Temas como inteligência artificial, automação, análise de dados e cibersegurança estão cada vez mais presentes nas organizações, mas as necessidades de formação estendem-se também a áreas como liderança, gestão, sustentabilidade, segurança e saúde no trabalho, compliance ou competências comportamentais.

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Apesar de reconhecerem a importância da formação, muitas empresas continuam a adiar estes investimentos devido a limitações orçamentais, falta de tempo ou à pressão das operações do dia-a-dia. É precisamente aqui que os Fundos de Compensação do Trabalho podem assumir um papel relevante.

Os saldos acumulados permitem financiar formação certificada e transformar recursos já existentes num investimento directo nas pessoas. Além de promover a actualização de conhecimentos, esta possibilidade ajuda as empresas a responder com maior eficácia às mudanças do mercado e às necessidades dos seus sectores de actividade.

Existe ainda um benefício frequentemente subestimado: a retenção de talento. Com a competitividade do mercado de trabalho actual, os profissionais valorizam organizações que investem no seu desenvolvimento, e a formação deixou de ser apenas um benefício adicional para passar a ser um sinal concreto de compromisso com o crescimento dos colaboradores.

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A utilização destes fundos é relativamente simples: consultar o saldo disponível, identificar as necessidades de formação e formalizar o pedido através da plataforma oficial. No entanto, muitas empresas continuam sem recorrer a esta possibilidade, seja por desconhecimento, seja por falta de planeamento.

Importa salientar que os saldos actualmente disponíveis apenas podem ser utilizados até 31 de Dezembro de 2026. Depois dessa data, deixarão de poder ser mobilizados para este efeito.

Para muitas PME, esta poderá ser uma oportunidade difícil de repetir. Mais do que um mecanismo financeiro, os Fundos de Compensação do Trabalho podem ser uma forma de transformar recursos já existentes num investimento com impacto directo nas pessoas e na preparação das empresas para o futuro.

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