A evolução do mercado laboral é impulsionada pelo avanço tecnológico, pela automação e pelo desenvolvimento da inteligência artificial, três factores que estão a transformar as empresas mais rapidamente do que nunca. Como resultado, os profissionais também precisam de se adaptar, adquirindo novas competências e formando-se em ferramentas inovadoras para se manterem competitivos, conforme destacou a empresa de soluções de talento Robert Walters.
Tendo em conta que se prevê que quatro em cada 10 competências actualmente exigidas no mercado laboral mudem nos próximos anos, quais serão as mais procuradas?
A Robert Walters destaca a importância das competências transferíveis, como a capacidade de resolução eficaz de problemas, criatividade e inteligência emocional. Estas três competências são especialmente indispensáveis num contexto em que a inteligência artificial pode substituir tarefas repetitivas e baseadas em dados. Assim, será necessário contar com profissionais capazes de gerar novas ideias e construir relações sólidas.
No que diz respeito às competências técnicas, a análise estratégica de dados e o domínio de programas relacionados com esta área estarão entre as mais valorizadas nos processos de recrutamento.
«Sem dúvida, as soft skills ou competências interpessoais terão ainda maior destaque nos próximos anos. Competências como resiliência, liderança centrada nas pessoas ou pensamento crítico serão determinantes na escolha entre candidatos durante um processo de selecção. Diria que estas são as competências essenciais que um profissional deve desenvolver para se antecipar aos papéis emergentes», sublinha David Ferreira, Country director na Robert Walters Portugal.
Como preparar-se hoje para os empregos do futuro
Quando se fala em adquirir competências-chave no mercado laboral, é importante distinguir entre aquelas que podem ser desenvolvidas através de formação ou programas específicos e aquelas transferíveis que são adquiridas com experiência prática.
Por um lado, as empresas já estão a investir mais orçamento em programas de reskilling (requalificação) e upskilling (aperfeiçoamento) com o objectivo de capacitar os seus colaboradores em vez de procurar novo talento no mercado. Este movimento reflecte-se numa maior procura por profissionais especializados em Formação & Desenvolvimento dentro das equipas de Recursos Humanos.
Além disso, a criação de culturas empresariais flexíveis que promovam a inovação e permitam às equipas adaptarem-se rapidamente aos novos desafios é o que pode diferenciar uma empresa capaz de evoluir daquelas que ficam estagnadas.














