Galp investe quase três milhões em apoio a bombeiros portugueses

No âmbito do Programa de apoio a Bombeiros e Resposta à Emergência, a Galp e a Fundação Galp estão a investir cerca de 2,7 milhões de euros em apoios directos às corporações de bombeiros, através de um conjunto estruturado de iniciativas que reforçam a sua capacidade operacional, energética e de resposta no terreno.

Margarida Lopes
17 de Junho 2026 | 18:00

O programa abrange dezenas de corporações em todo o país e traduz-se em medidas concretas orientadas para as necessidades mais críticas das equipas que estão na linha da frente, incluindo o fornecimento de combustível para assegurar a prontidão dos meios de socorro, a aquisição e renovação de equipamentos operacionais e de protecção individual, o reforço de dispositivos de resposta à emergência e o investimento em soluções energéticas mais resilientes.

Parte significativa deste apoio foi reforçada na sequência dos impactos provocados pela tempestade Kristin e está a ser desenvolvida em articulação com a Estrutura de Missão para a recuperação da região Centro, contribuindo para a reconstrução, reabilitação e modernização de instalações críticas.

O programa inclui igualmente investimento na autonomia energética das corporações, através da instalação de sistemas de autoconsumo solar e soluções de armazenamento de energia em vários quartéis, permitindo aumentar a resiliência operacional, reduzir custos e garantir a continuidade das operações em cenários críticos.

Entre os projectos apoiados destacam se a reconstrução e instalação de soluções de autoconsumo solar em Leiria e Monte Redondo, num investimento de cerca de 1,1 milhões de euros, bem como intervenções integradas em corporações como Arganil e Alcoutim, que incluem a reabilitação de infraestruturas, reforço de equipamentos operacionais e aumento da autonomia energética.

«Apoiar os bombeiros é apoiar diretamente as comunidades e a sua capacidade de resposta nos momentos mais críticos. Este programa reflecte um compromisso consistente da Galp com a segurança, a resiliência e o desenvolvimento dos territórios onde está presente, reforçando quem está na linha da frente e garantindo melhores condições para proteger pessoas e bens», afirma João Marques da Silva, Co-CEO Galp.

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«A Galp e a Fundação Galp estiveram desde a primeira hora associadas ao esforço de reconstrução dos territórios afectados e ao desenvolvimento do modelo de financiamento colaborativo promovido pela Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, enquadrado no protocolo celebrado a 7 de Abril. Assente em princípios de transparência e rastreabilidade, este modelo tem vindo a demonstrar a capacidade de mobilizar investidores institucionais para apoiar projetos promovidos pelas comunidades locais, transformando intenções de solidariedade em investimentos concretos com impacto no território. O apoio agora anunciado constitui um contributo muito relevante para a recuperação e modernização de infraestruturas essenciais, reforçando a capacidade de resposta e a resiliência das comunidades», afirma Paulo Fernandes, coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro.

O programa abrange um conjunto alargado de corporações em todo o país, incluindo a  Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Praia da Vitória, Alvalade, Angra do Heroísmo, Matosinhos e Leça da Palmeira, Sines, Faial, Cercal do Alentejo, Ferreira do Alentejo, Argus (Arganil), Alcoutim, Aljustrel, Brasfemes, Coimbra, Côja, Leiria, Odemira, Ourique, Penela, Santo André, Vila Nova de Milfontes e ainda a Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos de Alcácer do Sal, Grândola, Torrão e Santiago do Cacém.

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