Garantia pública no crédito habitação facilita acesso, mas aumenta custos totais e prestações mensais

Human Resources com ComparaJá.pt
16 de Novembro 2025 | 10:00
Garantia pública no crédito habitação facilita acesso, mas aumenta custos totais e prestações mensais

A medida que permite aos jovens até aos 35 anos recorrer à garantia pública para adquirir casa tem contribuído para facilitar o acesso ao crédito habitação em Portugal. No entanto, segundo a mais recente análise de mercado de crédito habitação do ComparaJá, esta solução implica prestações médias mais elevadas e custos totais superiores ao longo do contrato, devido ao maior montante financiado.

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De acordo com Pedro Castro, head of Operations de Crédito Habitação do ComparaJá, «cerca de 40% dos jovens até aos 35 anos recorreram à garantia pública para conseguir comprar casa, uma solução que facilita o acesso ao crédito, mas que pode implicar condições diferentes. Ter apoio para entrar no mercado faz a diferença, mas comparar propostas continua a ser essencial para encontrar o equilíbrio certo entre acesso, custo e segurança.»

Em Outubro, o mercado mostrou sinais claros de adaptação às condições económicas. As taxas variáveis continuam a ganhar terreno, representando 31,3% das escolhas, enquanto as taxas mistas, ainda predominantes, caíram para 66,9%. A procura pelo crédito para aquisição voltou a descer para 48,8%, enquanto as transferências de crédito subiram para 41%, reflectindo uma maior atenção às condições oferecidas pelos bancos.

O montante médio do crédito habitação fixou-se nos 174.469 euros, uma descida significativa face a Setembro, mas ainda acima dos valores de 2024, evidenciando escolhas mais ponderadas das famílias para reduzir o custo total do crédito.

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A medida de garantia pública impacta directamente os jovens compradores, que tendem a financiar quase o valor total do imóvel. Esta realidade reflecte-se nas prestações médias e no MTIC (custo total do crédito ao longo do contrato):

Os compradores mais jovens recorrem frequentemente a 100% de financiamento, o que leva a prestações mais altas e a um custo total de crédito cerca de 100 mil euros superior ao dos clientes mais experientes. Já os compradores acima dos 35 anos conseguem reforçar a entrada com capitais próprios, muitas vezes provenientes da venda de um imóvel anterior, reduzindo o montante financiado e as prestações mensais.

Os especialistas reforçam que, embora a garantia pública seja uma ferramenta importante para facilitar a entrada no mercado imobiliário, comparar propostas de crédito continua a ser essencial. Avaliar taxas, prazos e custos totais permite aos consumidores equilibrar acesso à habitação, segurança financeira e custo do crédito.

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