Gestão de Pessoas 4.0 – Só tecnologia ou aposta séria nas Pessoas?

Por António Saraiva, Business Development Manager na ISQ Academy

Por trás de cada profissional existe um ser humano. E esse é, e será sempre, o grande tema na vida das Organizações. Quando aplicamos o conceito 4.0 à Gestão de Pessoas, não o condicionamos à evolução e expansão tecnológica com que nos confrontamos. É um conceito que, essencialmente, tem na sua génese a explicitação clara que a tecnologia existe ao serviço das Pessoas. Sem dúvida alguma com o contributo da melhoria de resultados, e da produtividade que lhe é inerente, mas sempre com as pessoas nas decisões organizacionais.
Há que entender que toda esta revolução designada de 4.0 alia os avanços tecnológicos às necessidades que os profissionais sentem no mercado em que laboram. O foco passa a estar no uso inteligente da tecnologia. Não chega implementar, por exemplo, um novo software! É preciso que tudo seja devidamente acompanhado por um processo de mudança e, isso, envolve sempre impactos do ponto de vista comportamental. No fundo, tecnologia, é uma via para que a gestão de pessoas seja efetuada de uma forma mais automatizada, mas com resposta ao bem estar das próprias pessoas, da melhoria das suas competências e do incremento da produtividade, evitando-se redundâncias e esforços inusitados que não representam quaisquer valor acrescentado.
No fundo, é, também, um forte impulso para apoiar novas formas de organização do trabalho e maior flexibilidade no modus operandi organizacional. Até porque é esta flexibilidade que é, na maioria das vezes, a catapulta para relançar uma melhoria nas relações interpessoais e na satisfação dos colaboradores. Em resumo, faz parte da estratégia organizacional para se obterem resultados mais consistentes. Contudo, há que se atender de uma forma mais criteriosa à análise dos perfis comportamentais – quando se salientam caraterísticas específicas e de maior expressão de cada profissional, é possível que as mesmas sejam utilizadas de forma mais efetiva, em função das exigências do mercado em que se atua.
No fundo, a tecnologia prevê coletar e modelar dados, a estratégia define uma orientação e a gestão dos comportamentos cruza estas duas valência, mas vai mais longe: consegue maior objetividade, equipas mais coesas e um maior nível de eficiência e eficácia, em prole de um maior sucesso organizacional no mercado em que opera.
Uma gestão de pessoas, com base em variantes mais tecnológicas, imbuída do conceito 4.0, garante que se podem atingir objetivos perseguidos desde sempre. Desde a diminuição da burocracia, a uma melhoria da comunicação organizacional, mas, também, um posicionamento muito mais estratégico, com impacto no aumento da produtividade, além de facilitar a adequação de cada profissional às competências exigidas para um desempenho de forte Valor Acrescentado. Esperamos com esta “revolução”, que se consiga responder à multidisciplinariedade profissional, a um gestão de caraterísticas mais descentralizada, em que cada profissional obtém ganhos de autonomia que contribuem para a sua responsabilização, mas também felicidade na execução das suas atribuições.
Tudo contribuindo para um fortalecimento da Cultural Organizacional, retendo-se os melhores talentos, equipas com maior pendor gregário e percebendo-se claramente que a produtividade se consegue, sem termos pessoas menos felizes nas Organizações.



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