Gestores portugueses estão menos confiantes

O CEO Survey 2019 da Stanton Chase Portugal revela que os gestores portugueses apresentam uma redução significativa das suas expectativas sobre a evolução da economia portuguesa e dos negócios das suas empresas. Conheça as restantes conclusões do estudo.

 

Os gestores portugueses que participaram neste estudo começaram por caracterizar o mercado português e europeu, sendo que apenas 24% dos inquiridos se mostraram optimistas relativamente à evolução da economia europeia nos próximos dois anos (o que representa um decréscimo superior a um terço em relação ao ano passado), enquanto 21% assumiram o seu pessimismo, o que representa um aumento significativo face a 2018.

Questionados sobre os factores da economia europeia e mundial que mais irão condicionar a evolução da economia em Portugal este ano, foram mencionados, maioritariamente, a provável desaceleração da economia global (81%), o desfecho do processo do Brexit (64%), as guerras comerciais EUA – China (49%) e as políticas monetárias do BCE em 31% das respostas).

O sentimento é igualmente de dúvida no que diz respeito à evolução da economia portuguesa nos próximos dois anos. Apesar de cerca de 56% dos inquiridos apostarem num crescimento moderado, 36% mostram-se menos optimistas e acreditam numa estagnação (o que representa um aumento de 31% face a 2018), existindo inclusivamente 7% que consideram que irá ocorrer uma retração moderada.

Quando colocada a questão sobre os factores de âmbito nacional que poderão impulsionar o crescimento e facilitar a vida das empresas portuguesas, são apontados, essencialmente, a política orçamental responsável, imune ao “ano eleitoral” (55%); maior previsibilidade e contenção na fiscalidade (48%); justiça mais célere e eficaz (48%); definição de uma orientação estratégica para o país, assente em consensos nacionais (44%) e legislação laboral mais flexível (com 40%).

Face às perspectivas de evolução dos próprios sectores de actividade, os inquiridos mantêm uma visão semelhante a 2018, com 67% a considerar que irá ocorrer um crescimento moderado.

Relativamente às principais linhas de orientação do negócio das empresas para este, o tom continua ambicioso e semelhante a 2018, com 54% dos inquiridos a mencionarem estratégias de Expansão, 31%  dos inquiridos a mencionarem a Diversificação e 28% Internacionalização.

As competências mais valorizadas
Para além das perspectivas económicas, o CEO Survey 2019 também analisou as competências mais valorizadas na selecção de líderes executivos. Neste âmbito, destacaram-se a orientação para resultados (64%), a focalização nos clientes (49%), a visão estratégica do negócio (43%), a capacidade para gerir a mudança (34%) e a capacidade de atrair, desenvolver e reter talentos (34%) foram os aspectos mais destacados.

Já ao nível da gestão de pessoas, as maiores dificuldades referidas pelos CEO’s centram-se no recrutamento do talento adequado (56%), a motivação e compromisso das pessoas (36%), foco em resultados (33%) e na retenção de pessoas-chave (31%).Comparativamente com 2018 verifica-se um crescimento substancial nos factores de retenção das pessoas-chave e foco em resultados.

 

O CEO Survey 2019, na sua oitava edição consecutiva, decorreu no primeiro trimestre do ano e teve a participação de mais de uma centena de CEO’s, general managers e country managers.

 

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