O estudo anual da Michael Page sobre a evolução das principais tendências de recrutamento para o próximo ano para quadros executivos, em empresas de grande dimensão, revela que apesar do sector ter sido um dos mais afectados pela pandemia, a área de Hotelaria e do Turismo continua a ser uma referência no plano económico nacional. Este ano verifica-se uma tendência igual à do ano passado, com estabilidade de salários.
Na área Hoteleira, inicialmente sentiu-se um forte abrandamento na procura de novos perfis que foi atenuado com o desconfinamento. Também este ano, existe uma tendência para a procura de funções de gestão e optimização do negócio, como é o caso de perfis de direcção-geral, chefe de cozinha e sales manager.
Na Restauração, continua a procura de posições mais operacionais, mas com um foco mais analítico, estratégico e de gestão.
Já nas Agências de Viagens Online, destaca-se a procura de perfis como Product managers ou Business developers com um foco claro no digital.
O estudo mostra que relativamente às competências, apesar da criatividade e a técnica serem valorizadas, surgem também outras skills como a capacidade de análise ou a otimização de custos.
A crescente profissionalização do sector reflecte-se numa maior procura de candidatos com formação universitária, competências comerciais, capacidades comunicativas e de liderança.
Para a função de director-geral de operações, a remuneração varia entre 56 mil a 110 mil euros, em função da região do país, enquanto nas funções mais operacionais, como chefe de banquetes, se situa entre os 32 mil e 55 mil euros.














