Governo admite estender os apoios ao emprego ao segundo semestre “caso seja necessário”

Human Resources com Lusa
25 de Janeiro 2021 | 15:10
Governo admite estender os apoios ao emprego ao segundo semestre “caso seja necessário”

O ministro da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, admitiu hoje que o Governo se está a preparar para estender os apoios ao emprego ao segundo semestre «caso seja necessário».

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«A recuperação da economia é uma preocupação absolutamente essencial, mas o tema mais essencial é a normalização da situação sanitária», disse o governante hoje durante a conferência digital «Retomar Portugal – Comércio Internacional», organizada pela TSF/JN.

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Lembrando o caráter «temporário desta crise», Siza Vieira sublinhou que «as empresas estão mal porque não há clientes» e, por isso, «nesta altura o que o Governo quer é continuar a estender apoios que permitam às empresas aguentarem até à recuperação da procura».

«Estamos mesmo a preparar-nos para estender os apoios ao emprego pelo segundo semestre se isso for necessário», disse.

Siza Vieira reiterou a necessária normalização da situação sanitária e que o mais rapidamente possível seja assegurada a vacinação de uma parte significativa da população.

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«Pelo menos os grupos de maior risco, porque isso é que assegura que próximas vagas não tenham o mesmo impacto sobre a procura de serviços de saúde e por isso possam ser acompanhados de medidas menos restritivas, mas enquanto durar toda esta situação as trocas comerciais e o impacto na economia vai manter-se», sublinhou.

A estratégia que tem vindo a ser seguida pelo Governo tem tido “sucesso”, na medida que, apesar de haver uma subida do desemprego, esta tem sido «bastante contida e os encerramentos de empresas têm sido bastante reduzidos».

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O governante recordou que em dezembro foram lançados novos apoios a fundo perdido e que contam sobretudo com financiamento europeu, tendo já sido pagos mais 200 milhões de euros ao abrigo do programa Apoiar.

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«Estes apoios são importantes numa altura em que empresas levam já um ano de redução das suas receitas», refere.

Por isso, conclui, a «redução o mais rápida possível do número de novos contágios e a pressão que isso significa sobre o sistema de saúde é o melhor serviço que podemos prestar à economia portuguesa neste momento».

«Nesta altura devemos aguardar pela normalização da situação. Não é o tempo de fazer previsões ou projecções» disse o ministro questionado relativamente ao impacto nas finanças públicas destes apoios.

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«Temos é de estar preparados para dar a resposta adequada para que a crise não tenha efeitos mais nefastos sobre a economia e a sociedade do que aqueles que precisa de ter», acrescentou.

Siza Vieira adiantou, durante a conferência, que o Governo está a trabalhar com um conjunto de associações empresariais para aproveitar «este tempo de menor atividade para o aumento de qualificações, seja a nível das línguas, da utilização de ferramentas digitais ou da sensibilização para novas práticas de sustentabilidade e sanitárias».

«É importante aproveitar os momentos para reciclar os conhecimentos dos trabalhadores das empresas», disse.

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