Governo alarga programa Apoiar ao quarto trimestre e reforça em 150 milhões

Human Resources com Lusa
23 de Dezembro 2020 | 18:31

O Governo vai alargar o programa Apoiar às perdas na facturação relativas quarto trimestre do ano e reforçar a dotação em 150 milhões de euros, disse hoje à agência Lusa o secretário de Estado da Economia, João Neves.

 

«O que desejamos é que possamos acorrer ao maior número de empresas, tal como temos feito na primeira parte do Apoiar», disse o governante, referindo que a intenção do executivo é que a dotação do programa vá sendo ajustada «em função das circunstâncias».

A expectativa do Governo é que a publicação das portarias necessárias para que os empresários possam candidatar-se ao novo reforço ocorra «em meados do mês de Janeiro».

O programa Apoiar consiste num apoio a fundo perdido destinado a micro e pequenas empresas dos sectores mais afectados pela crise, como é o caso do comércio, cultura, alojamento e actividades turísticas e restauração, abrangendo as que tiveram quebras de facturação superiores a 25% nos primeiros nove meses deste ano.

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O programa começou com 750 milhões de euros para apoios até ao final de Setembro, valor depois reforçado para 900 milhões de euros.

Segundo João Neves, o Governo recebeu até hoje cerca de 39 mil candidaturas ao programa (aberto em 25 de Novembro), num conjunto de 21 mil projectos e cerca de 105 milhões de euros de pagamentos já concretizados.

«Esperamos no decorrer destes dias até ao final do ano fazer ainda um número bastante significativo de pagamentos para responder a todas as empresas nesta fase», disse.

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O governante lembrou a propósito que o programa visa o apoio de todos os setores de comércio e serviços destinados ao público e que representam cerca de um terço do PIB português.

«É um conjunto muito vasto de empresas e empregos que podem ser abrangidos, sendo que as empresas têm que ter uma quebra no volume de negócios homóloga de 25%. Ou seja, o apoio não é para toda a gente, mas é para aqueles que estão a sofrer mais com as dificuldades que resultam da  mobilidade mais reduzida das pessoas», disse.

No dia 11 de Dezembro, foi anunciado o alargamento do universo de empresas que podem ser contempladas pelo programa Apoiar, tendo ainda reduzido, com condições, algumas das restrições iniciais do programa, como a exigência de capitais próprios positivos ou inexistência de dívidas ao Estado.

O estado de emergência decretado em 9 de Novembro para combater a pandemia foi renovado até 7 de Janeiro, com recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

O Governo decidiu manter as medidas previstas para o Natal, mas agravou as do período do Ano Novo, com recolher obrigatório a partir das 23h00 de 31 de Dezembro, e a partir das 13h00 nos dias 1, 2 e 3 de Janeiro.

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É também proibido circular entre concelhos entre as 00h00 de 31 de Dezembro e as 05h00 de 4 de Janeiro.

O funcionamento dos restaurantes em todo o território continental é permitido até às 22h30 no último dia do ano, e até às 13h00 nos dias 1, 2 e 3 de Janeiro.

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