Governo destaca pontos de convergência da OCDE com as suas próprias medidas

Human Resources com Lusa
10 de Dezembro 2021 | 18:15
Governo destaca pontos de convergência da OCDE com as suas próprias medidas

Os ministérios das Finanças e da Economia destacaram hoje os pontos em que as recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre Portugal convergem com as apostas do executivo, salientando uma divergência positiva na Saúde.

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Num comunicado conjunto do Ministério das Finanças e do Ministério da Economia e Transição Digital, o Governo salienta que a OCDE “reconhece que as diversas medidas de apoio à economia, lançadas pelo Governo, contribuíram materialmente para uma rápida e acentuada recuperação económica, após a maior recessão de que há registo estatístico”.

A OCDE divulgou hoje o Inquérito Económico sobre Portugal, onde aconselhou o país a “manter o apoio da política orçamental até a recuperação estar bem avançada, direcionando-o, ao mesmo tempo, para áreas mais específicas” para ter uma recuperação mais sólida e resiliente.

O Governo salienta que o relatório de hoje não modificou as previsões macroeconómicas divulgadas no dia 01 de dezembro, que colocam Portugal com o crescimento económico mais elevado da organização em 2022 (5,8%).

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Entre as medidas elencadas hoje, os ministérios liderados por João Leão e Pedro Siza Vieira referem que “a OCDE recomenda a adoção de instrumentos de quase-capital na prevenção do risco de falência das empresas afetadas pela pandemia”.

“Neste sentido, o Governo aprovou recentemente em Conselho de Ministros de 09 de dezembro um novo instrumento de quase-capital, através de um novo regime jurídico dos empréstimos participativos”, pode ler-se no comunicado.

O executivo assinala também a criação do “Fundo de Capitalização e Resiliência, financiado através de recursos do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência], com uma dotação inédita de 1,3 mil milhões de euros, focado na promoção do reforço da autonomia financeira das empresas, através de instrumentos de capital e quase-capital”.

Em linha com os destaques anteriores, de acordo com os ministérios, “a OCDE defende a manutenção de políticas públicas que suportem a atividade operacional e o crescimento de empresas economicamente viáveis”, algo “muito em linha com o que já está a ser feito pelo Governo”.

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“Nas recomendações de reformas para Portugal, o relatório da OCDE elenca a importância da melhoria da gestão financeira pública, nomeadamente a implementação da lei de enquadramento orçamental”, relembrando o Governo que “incluiu a modernização da Gestão Financeira Pública” no PRR.

Quanto ao setor do Turismo, a OCDE refere “o sucesso” de algumas medidas adotadas durante a pandemia, como o IVAucher, que “ajudaram a manter a capacidade produtividade das empresas de Restauração e Alojamento”, de acordo com o executivo.

“No relatório, é ainda salientada a importância de reformar o regime de insolvências e agilizar a reestruturação empresarial, duas áreas nas quais o Governo já desenvolveu iniciativas legislativas e que consubstanciam prioridades inscritas no PRR nacional”, pode também ler-se no comunicado.

A OCDE aponta ainda à necessidade de melhorar o sistema de saúde, mas o Governo nota que a organização sediada em Paris apresenta dados de 2018, “não considerando o aumento significativo do número de enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde (SNS) nos últimos três anos”.

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“De acordo com os dados disponíveis no Portal da Transparência do SNS, há agora mais de 7 mil enfermeiros do que 2018 (um aumento de 17%)”, lembra o Governo.

Quanto à transição digital, que mereceu um capítulo temático, a OCDE refere, segundo o Governo, que Portugal “alcançou progressos impressionantes na transição digital na última década, equiparando-se aos países da OCDE com melhor desempenho em algumas áreas”.

“O relatório destaca igualmente que as tecnologias digitais podem ajudar Portugal a enfrentar os novos desafios como a recuperação da crise pandémica, bem como os desafios de longo prazo, apontando recomendações nesse sentido”, referem os ministérios das Finanças e Economia e Transição Digital.

Neste campo, a organização “considera ainda que as disparidades na adopção das TIC [Tecnologias de Informação e Comunicação] entre empresas e pessoas continuam a ser significativas, pelo que o Plano de Ação para a Transição Digital, que endereça esta divisão digital, é bem-vindo”.

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