Portugueses querem reforma laboral e confiam no parlamento, assegura o Governo

O secretário de Estado do Trabalho defendeu  que os portugueses querem que se reforme a legislação laboral e que confiam no parlamento para analisar a proposta e introduzir alterações.

Human Resources com Lusa
29 de Maio 2026 | 18:39
Portugueses querem reforma laboral e confiam no parlamento, assegura o Governo

«Os portugueses querem que se reforme a legislação laboral e confiam no parlamento para, no tempo adequado, procederem à análise da proposta de lei e introduzir alterações, sempre com o pressuposto de manutenção e reforço dos direitos dos trabalhadores […] e da conciliação do trabalho com a vida pessoal», afirmou Adriano Rafael Moreira, na sessão plenária na Assembleia da República.

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O governante pediu que, durante o período de discussão pública da proposta, a ser fixado, seja disponibilizada a versão do documento utilizada nas negociações com os parceiros sociais, sublinhando que a que se encontra disponível online não é de fácil leitura.

Durante a sua intervenção, o secretário de Estado fez ainda uma comparação entre 2024 e 2026, apontando o que considerou serem os principais avanços, como o salário mínimo em 920 euros, o maior aumento do salário médio entre as economias desenvolvidas, a regulação dos imigrantes e um Instituto do Emprego “próximo das pessoas”.

Por outro lado, reiterou que é objectivo do Governo que o salário mínimo ascenda a 1100 euros em 2029 e o salário médio a 2000 euros.

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«Os portugueses sabem que estes valores serão atingidos e confiam no Governo para que tome as medidas necessárias nesse sentido», vincou.

A CGTP convocou para 3 de Junho uma greve geral contra o pacote laboral, mas a UGT não se associou ao protesto.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.

O anúncio foi transmitido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

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