Governo e parceiros sociais discutem hoje actualização do salário mínimo nacional

Human Resources com Lusa
16 de Novembro 2021 | 08:52
Governo e parceiros sociais discutem hoje actualização do salário mínimo nacional

O Governo e os parceiros sociais começam hoje a discutir na Concertação Social a actualização do salário mínimo nacional, que deverá passar dos atuais 665 euros para os 705 euros em Janeiro do próximo ano.

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A reunião está agendada para as 10h00, no Conselho Económico e Social (CES), em Lisboa, e tem como ordem de trabalhos “a discussão sobre a Retribuição Mínima Mensal Garantida para 2022” e outros assuntos.

O Governo já sinalizou um aumento de 40 euros, para os 705 euros no próximo ano, mas ainda não apresentou uma proposta na Concertação Social.

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Na proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), entretanto ‘chumbada’ no parlamento em 27 de Outubro, o Governo manteve o compromisso de alcançar os 750 euros até 2023.

Este ano, o salário mínimo nacional aumentou 30 euros, para 665 euros.

Na quarta-feira, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, disse à Lusa que o Governo vai levar a proposta de atualização à reunião de hoje da Concertação Social, destacando “importância” da “participação activa e o diálogo social ativo, em sede de Concertação Social, que o Governo valoriza muitíssimo”.

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Dois dias antes, o primeiro-ministro, António Costa, garantiu, numa entrevista à RTP, a actualização do salário mínimo nacional a partir de Janeiro, apesar do ‘chumbo’ do OE2022 e consequente convocação de eleições legislativas antecipadas para 30 de Janeiro.

Depois de terem suspendido a presença nas reuniões da Concertação Social, as confederações patronais manifestaram-se disponíveis na terça-feira passada para retomar os trabalhos, nomeadamente quanto à discussão do aumento do salário mínimo nacional.

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“A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), na sequência da audição com Sua Excelência o Presidente da República e da recente reunião com o Senhor Primeiro-Ministro, estão disponíveis para retomar, dentro do atual contexto político, a agenda de trabalhos da Comissão Permanente da Concertação Social (CPCS), designadamente a discussão sobre o aumento do salário mínimo para o próximo ano”, segundo um comunicado sobre a posição conjunta das quatro confederações patronais.

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CAP, CCP, CIP e CTP consideraram, porém, que, para uma efetiva discussão da atualização do salário mínimo, “é fundamental que o Governo apresente os fundamentos económicos que suportam a referida proposta”.

Do lado das centrais sindicais, a CGTP defende a fixação do salário mínimo nacional em 850 euros “a curto prazo”, enquanto a UGT defende 715 euros em 2022 e a garantia de mil euros até 2028.

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