O Governo melhorou a sua proposta de aumentos para a função pública e anunciou que vai subir em 10 euros os salários dos trabalhadores que agora recebem entre 740 e 792 euros. A proposta foi apresentada esta quarta-feira à Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap), a primeira organização a reunir-se com a ministra da Modernização Administrativa e da Administração Pública, Alexandra Leitão, avança o Público.
De acordo com o Público, a decisão hoje comunicada pela ministra vai mais longe do que a que tinha sido apresentada aos sindicatos na segunda-feira, na primeira reunião para discutir a política salarial da função pública para 2021, aproximando-se um pouco mais expectativas dos representantes dos trabalhadores.
Além de subir a base da tabela remuneratória única em 20 euros, para os 665 euros mensais, e de dar um aumento de 10 euros a quem recebe entre 665 e 693 euros; o Governo decidiu aumentar também em 10 euros os trabalhadores que estão na sexta e na sétima posição da tabela e que em 2020 tinham salários entre 740 e 792 euros.
Assim, segundo a publicação quem estava na base da tabela e recebia 645,07 euros passará para os 665 euros, o que representa um aumento de 20 euros. Os três níveis salariais seguintes têm uma subida de 10 euros, os trabalhadores com salários de 693 euros (correspondentes à quinta posição) passam para 703 euros mensais, quem agora recebe 740 euros passa para 750 euros e quem está nos 792 terão um aumento para 802 euros.
De acordo com José Abraão, dirigente da Fesap, os aumentos agora anunciados abrangem 148 mil trabalhadores, «o que significa que 550 mil funcionários públicos mantêm os vencimentos congelados em 2021».
Esta organização vai pedir negociação suplementar, porque não se conformar com o congelamento dos salários acima de 792 euros e por considerar «um retrocesso» a base remuneratória da administração pública ficar no mesmo nível do salário mínimo nacional, exigindo um aumento de 30 euros. “Vamos ter situações de trabalhadores que se reformam com o mesmo nível salarial de um trabalhador que entre agora para a carreira de assistente operacional e não pode ser», frisou José Abraão em declarações ao Público.
O Governo tinha prometido aumentar os salários a função pública em pelo menos 1% em 2021, mas com a crise provocada pela pandemia acabou por abandonar esse compromisso.














