O Governo vai extinguir as várias carreiras de informática existentes na função pública e, no seu lugar, vão surgir duas novas carreiras: a de especialista e a de técnico de sistemas e tecnologias de informação. A solução apresentada aos sindicatos prevê uma reformulação da tabela salarial que, no caso dos especialistas, significa mais entre 17,55 euros e 228 euros por mês na base da carreira e mais 340 euros para quem conseguir chegar ao topo. Já os técnicos têm uma perda de cerca de 350 euros nos níveis mais altos, revela o Público.
A publicação revela que neste momento, a entrada na carreira de especialista de informática faz-se com um salário de 1736,86 euros brutos para os licenciados ou de 1526,34 euros brutos no caso das pessoas que têm curso superior que não confere o grau de licenciatura (bacharelato). Se conseguirem chegar ao topo da carreira, o salário bruto previsto é de 3221,10 euros.
Os trabalhadores que venham a ser admitidos na nova carreira de especialista de sistemas e tecnologias de informação têm de ser licenciados e começam a ganhar 1754,41 euros brutos, uma diferença de 17,55 euros face a quem actualmente está na base da carreira e é licenciado e de 228 euros em comparação com os que entraram sem licenciatura. O nível mais alto a que é possível chegar, previsto na proposta do Governo, é de 3561,11 euros, o que corresponde a mais 340 euros do que actualmente.
No caso dos técnicos, a diferença face ao modelo em vigor é ainda menos expressiva e no topo da carreira poderá haver uma perda. O salário de entrada é ajustado em 10,50 euros (para 1228 euros) e no topo em mais 140 euros (para 2333 euros), embora o desenvolvimento da carreira actual permita que, em determinadas circunstâncias, um técnico chegue aos 2684 euros, valor que na proposta em cima da mesa não existe.
De acordo com a Publicação, os novos valores, previstos no diploma que está em consulta pública, apenas se aplicam aos trabalhadores que venham a ser admitidos nestas novas carreiras. Os cerca de 5200 trabalhadores que agora estão integrados nas várias carreiras de informática transitam para as novas e são colocados numa posição remuneratória criada para o efeito, mantendo o salário actual. Só nos casos em que a remuneração base é inferior à primeira posição remuneratória da nova carreira é que são recolocados nesse nível e os técnicos têm três níveis complementares no topo.
Para os sindicatos a proposta em cima da mesa traz vários problemas e fica aquém das expectativas. Desde logo, o facto de os níveis salariais propostos para a carreira de especialista não serem competitivos.














