Governo quer instalar mais 12 radares de controlo de velocidade média nas estradas portuguesas (e reforçar uso da IA)

O Governo quer instalar mais 12 radares de velocidade média até ao final do ano e reforçar o uso de inteligência artificial na gestão de tráfego e prevenção de acidentes.

Human Resources
11 de Abril 2026 | 10:00
Governo quer instalar mais 12 radares de controlo de velocidade média nas estradas portuguesas (e reforçar uso da IA)

«Neste momento, estamos a fazer esta avaliação através da ANSR, para que possamos, com a introdução destes mais 12 pontos de controlo de velocidade média, garantir que [os novos pontos de controlo] sejam entendidos como elementos de prevenção e que possam garantir que as pessoas cumprem com as regras que estão estabelecidas», disse o o secretário de Estado da Protecção Civil, Rui Rocha na cerimónia de assinatura de um protocolo para reduzir a sinistralidade, que teve lugar nas instalações da Lusoponte, empresa que explora as travessias do Tejo na ponte 25 de abril e na ponte Vasco da Gama, no Montijo, distrito de Setúbal.

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«O que pretendemos é uma diminuição da sinistralidade», disse o governante, lembrando que no passado mês de Dezembro o Observatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) apresentou um estudo em que identificou um conjunto de “pontos críticos nas estradas portuguesas”.

O secretário de Estado da Protecção Civil falava aos jornalistas após a assinatura do protocolo “Visão Zero — Mais Cidadania para as Estradas de Portugal” entre a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e a Lusoponte, que visa atingir o objectivo de zero vítimas mortais e zero feridos graves em acidentes rodoviários até 2050.

O protocolo prevê também a redução em, pelo menos, 50% do número de vítimas mortais e de feridos graves até 2030, tendo por referência os dados de 2019, o que significaria a redução do número de vítimas mortais nas estradas portuguesas para um máximo de 313 pessoas em 2030.

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Questionado pelos jornalistas, o secretário de Estado Rui Rocha esclareceu que a expansão dos radares visa reduzir a sinistralidade, à semelhança dos resultados obtidos pela Lusoponte — zero vítimas mortais em 2025 —, mas admitiu que a «localização dos novos equipamentos ainda está em estudo pela ANSR, no âmbito da identificação de pontos críticos na rede viária».

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