A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, apelou às entidades patronais para que tenham uma “atitude pedagógica” e expliquem as medidas de segurança aos trabalhadores, incluindo os temporários, para reduzir o risco de infecção da COVID-19, avança a Lusa.
«Muitas vezes os trabalhadores não têm uma percepção de risco como deviam. Não conhecem o plano de contingência e, portanto, compete também ao empregador ter essa atitude pedagógica, explicar o porquê das medidas», frisou Graça Freitas, durante a conferência de imprensa diária sobre a situação epidemiológica da COVID-19 em Portugal.
A directora-geral da Saúde pediu às empresas que dêem formação aos trabalhadores, nomeadamente a quem se encontra a fazer trabalho temporário, dando o exemplo de pessoas que andam na colheita da fruta.
«Eu diria mesmo que deve haver alguma supervisão por parte da entidade patronal, para ver se estão a cumprir medidas de distanciamento, de higiene, de não partilha de objectos», defendeu Graça Freitas.
A directora-geral da Saúde sublinhou a importância de as pessoas estarem devidamente informadas.
Graça Freitas alertou ainda para a fiabilidade dos testes de rastreio, recordando que nem todos têm as mesmas características e é necessário cuidado na sua utilização, para não ser criada uma «falta sensação de segurança».
A medição da temperatura é vista pela responsável da Direcção-Geral da Saúde como «mais um instrumento que pode ser útil, tal como auto-monitorização dos sintomas» e entende ser benéfico fazer essa medição antes de as pessoas irem trabalhar ou para a escola.
Adoptando “um conjunto de medidas”, salienta Graça Freitas, reduz-se o risco de transmissão.














