Segundo a publicação, a multinacional alemã recusa falar do assunto (a direcção não responde a questões dos jornalistas), mas as reuniões com presidentes da Câmara do distrito de Castelo Branco e responsáveis do Instituto de Emprego e Formação Profissional decorrem a um ritmo quase semanal. Em causa está a necessidade de operários para o desenvolvimento de dois projectos de ensaios para a fabricação de cabos para os motores eléctricos das marcas INEOS e a Maserati.
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Francisco Matias, dirigente do Sindicato Nacional da Indústria e Energia e trabalhador naquela unidade há 22 anos, não se lembra de uma tamanha crise de falta de mão de obra na APTIV. «Estamos com 1300 operários, mas esta fábrica precisa de mais cerca de 300 para os novos projectos», explica o dirigente, que tem mantido reuniões com a Direcção.
«As pessoas vêm às entrevistas, mas dão negas». E exemplifica: «Em Julho, vieram 400 pessoas a entrevistas e só 13 aceitaram ficar». Os contratados auferem um salário-base de 700 euros. «Este ano, houve um aumento na ordem dos 5%, nunca aconteceu valor tão alto. É mais uma forma de atracção, o que está a gerar algum descontentamento porque os que trabalham há mais anos recebem abaixo desse valor», adianta Francisco Matias em declarações ao Jornal de Notícias.
Sem soluções imediatas em Castelo Branco, a APTIV aluga autocarros para transportar gratuitamente trabalhadores que vêm da zona da Covilhã e do Fundão. E tem recorrido também a cidadãos do países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), muitos com formação superior.
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