Grandes empresas procuram menos empréstimos bancários no terceiro trimestre

Human Resources com Lusa
26 de Outubro 2021 | 19:45

A procura de empréstimos por parte de empresas diminuiu, no terceiro trimestre, sobretudo por parte de grandes empresas e nos empréstimos de curto prazo, revelou hoje um inquérito do Banco de Portugal (BdP).

Esta é uma das conclusões da edição de Outubro do “Inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito” do Banco de Portugal (BdP), onde, além do balanço sobre o terceiro trimestre são também apresentadas as perspectivas para o período de Outubro a Dezembro de 2021.

De acordo com a análise do banco central, os motivos para a diminuição prendem-se com a «avaliação muito heterogénea por parte dos bancos, sendo a ligeira diminuição das necessidades de financiamento do investimento o factor mais referido».

No sentido inverso, a procura de empréstimos por parte de particulares aumentou, sobretudo no crédito à habitação, com a confiança dos consumidores e o nível das taxas de juro a contribuir para a subida.

As expectativas do BdP para o trimestre seguinte são de um aumento da procura de empréstimos para empresas, mais significativo nos de curto prazo e para pequenas e médias empresas (PMEs) e, no crédito a particulares, destaca-se a expectativa de aumento da procura para consumo e outros fins.

Continue a ler após a publicidade

Segundo o estudo, o terceiro trimestre não trouxe alterações no que diz respeito aos critérios de concessão de crédito, em todas as dimensões de empresas e maturidades dos empréstimos, bem como no crédito a particulares para habitação e para consumo e outros fins.

Já quanto aos termos e condições do crédito, também não se verificaram alterações no conjunto das empresas, mas houve uma melhoria no crédito concedido às grandes empresas, nomeadamente diminuição nos spreads dos empréstimos de risco médio.

Ainda neste segmento, registou-se uma ligeira diminuição nos spreads dos empréstimos de maior risco, uma ligeira melhoria no que respeita ao montante do empréstimo, às condições contratuais não pecuniárias e à maturidade.

Continue a ler após a publicidade

No caso de crédito a particulares para habitação e consumo, mantiveram-se os termos e condições.

De acordo com o banco central, no crédito ao conjunto das empresas, a percepção de riscos contribuiu ligeiramente para o aumento dos spreads nos empréstimos de maior risco.

As expectativas para o próximo trimestre indicam que os bancos esperam que os critérios de concessão de crédito a empresas e a particulares se mantenham «praticamente inalterado».

O questionário que esteve na base do inquérito hoje divulgado pelo BdP foi enviado aos bancos em 20 de Setembro, tendo o envio das respostas ocorrido até ao dia 4 de Outubro.

Partilhar


Mais Notícias