Grécia lidera o ranking europeu dos trabalhadores mais stressados. Que lugar ocupa Portugal?

Um estudo da Gallup, que abrangeu 160 países, comparou os níveis de stress na Europa com os do resto do mundo e revela boas e más notícias.

Human Resources
15 de Abril 2026 | 09:40

Além do risco para a retenção, colaboradores stressados ou desmotivados podem também prejudicar a produtividade nas empresas. Segundo o relatório “State of the Global Workplace” de 2026 da Gallup, essa perda pode atingir até 9% do PIB mundial, revela o Euronews.

Segundo o relatório da consultora, globalmente, o engagement dos trabalhadores está a diminuir, situando-se em 20% (o valor mais baixo desde2020), com os trabalhadores a sentirem-se menos motivados e empenhados.

Enquanto a Europa regista valores mais baixos de stress, é também a região menos engaged (pelo sexto ano consecutivo), enquanto os EUA e o Canadá registam os valores de engagement mais elevado e, ao mesmo tempo, os mais altos níveis de stress.

Geograficamente, os europeus do sul tendem a ser, geralmente, os mais afectados pelo stress, com os gregos (61%), os malteses (57%), os cipriotas (56%), os italianos (51%) e os portugueses (47%) a registarem os níveis mais elevados.

No lado oposto estão os dinamarqueses (19%), os polacos (22%) e os lituanos (23%).

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Segundo a Gallup, o perfil dos trabalhadores mais stressados aponta para uma maioria de gestores, com menos de 35 anos e em regimes de trabalho híbridos.

Quando se trata de bem-estar, os dados mostram que os trabalhadores europeus estão muito melhor, com cerca de 49% dos trabalhadores a afirmar estarem a prosperar, em comparação com 34% a nível mundial.

A Finlândia (81%), a Islândia (78%) e a Dinamarca (78%) estão no topo da tabela da felicidade na Europa.

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A maioria dos trabalhadores europeus sente-se optimista, com 57% a afirmar que é uma boa altura para encontrar um emprego – mais do que a média global de 52% – liderada pelos Países Baixos (86%), enquanto a Eslováquia fecha a tabela com 32%.

A região do mundo menos optimista é o Médio Oriente e o Norte de África (36%), enquanto os asiáticos do Sudeste são os mais confiantes, com 64%.

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