A solução é desenvolvida e operacionalizada pela TopBIM, empresa do grupo especializada em digitalização, BIM e suporte digital à construção. Ao implementar uma ferramenta de automação para actividades de rotina, o Grupo Casais pretende dar resposta a problemas específicos do negócio, como a escassez de mão-de-obra e os tempos inactivos, permitindo que os técnicos se concentrem em tarefas de maior valor acrescentado.
A operacionalização desta tecnologia assenta em três pilares estratégicos: recolha de dados autónoma, em que o equipamento percorre os espaços captando a realidade através de um laser scan, o que auxilia na verificação dos elementos construídos e documentação de infraestruturas. O segundo pilar foca-se na segurança, propondo a substituição da acção humana em ambientes hostis e na inspecção de locais de risco, o que reduz a necessidade de deslocações de técnicos a zonas de difícil acesso. Por fim, a automação acessível e flexível é assegurada pela mobilidade do equipamento, que consegue desviar-se de obstáculos e navegar em ambientes em constante mutação.
Ao nível do BIM (Building Information Modeling) e dos Digital Twins, a captura da realidade permite comparar o modelo desenhado com o que foi efectivamente construído ao longo do tempo. Esta capacidade técnica é aplicada na detecção de desvios, no planeamento de intervenções e na geração de um histórico de alterações, automatizando o processo de verificação e actualização da informação. Com a integração das dimensões 4D (tempo) e 5D (custo), o modelo digital actua como um sistema de suporte à decisão validado pela evolução física da obra.
António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais, afirma que «o SPOT é um símbolo visível da transformação digital e da mudança cultural que o Grupo Casais tem trazido ao sector da construção. A inovação não é um conceito, mas um equipamento que traz rastreabilidade e captura da realidade em 3D, tornando as obras inteligentes, seguras, mais informadas e produtivas.»
Actualmente, o Robot SPOT encontra-se em fase de pilotos em obra e o planeamento prevê que o equipamento atue de forma contínua na operação portuguesa, executando diversas tarefas, incluindo levantamentos 360° e monitorização de progresso e apoio à segurança














