Grupo português na área da engenharia acompanha as operações de telescópio espacial da NASA

Margarida Lopes
11 de Novembro 2021 | 14:30
Grupo português na área da engenharia acompanha as operações de telescópio espacial da NASA

O sucessor do telescópio espacial Hubble, o James Webb Space Telescope (JWST) está programado para ser lançado a 17 de Dezembro a bordo do foguetão Ariane 5, no Centre Spatial Guyanais (Europe’s Spaceport – European Space Agency ESA), perto de Kourou, na Guiana Francesa. O JWST é considerado o telescópio espacial «mais poderoso» já construído e Portugal, através do ISQ, está a dar apoio a esta missão da NASA.

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Pedro Matias, presidente do ISQ, explica: «O ISQ, através da sua presença na ESQS (Europe Spatial Qualité Sécurité) está envolvido na missão do Webb Space Telescope a acompanhar a segurança das operações, através da verificação – do ponto de vista da salvaguarda e protecção do meio ambiente – da conformidade do satélite (incluindo procedimentos operacionais) com os regulamentos, dos estudos de segurança e licenças de operação, fornecendo ainda o suporte para o desenrolar das operações de preparação final antes do lançamento».

Ou seja, o ISQ tem a seu cargo a verificação da conformidade dos testes eléctricos e de radiofrequência (antenas), abastecimento do tanque de combustível e as respectivas operações de pressurização, bem como a integração final no lançador.

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Pedro Matias refere ainda: «A nossa experiência nesta área já vem de longa data. Prestamos serviços de Quality Assurance/Quality Control (QA/QC) no Centro Espacial Europeu (CSG), na Guiana Francesa, há quase duas décadas, com uma equipa magnífica e de excelentes Colaboradores que está permanentemente na base aeroespacial em Kouru. Também trabalhamos ao nível da qualidade operacional (qualidade a bordo e qualidade no solo) dos sistemas de lançamento Ariane 5, Soyuz e Veja».

Este gigante telescópio tem um espelho seis vezes maior do que o do Hubble e um protector solar do tamanho de um campo de ténis.

«Portugal tem vindo cada vez mais a apostar na indústria Aeroespacial e felizmente temos hoje várias empresas de relevo a trabalhar nesta área e que são reconhecidas a nível internacional. Também a nível Governamental tem sido muito interessante ver que o Governo Português tem vindo a considerar esta área como uma área de futuro, pelo que temos todas as condições para que a médio prazo Portugal se afirme como uma referência em determinados componentes do cluster Aeroespacial. Esperemos que no quadro do Portugal 2030 seja considerado um sector estratégico», conclui Pedro Matias.

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