Um estudo sobre autoestima, da Universidade Portucalense (UPT) revela que as quebras de promessas e repreensões públicas são os principais abusos que os trabalhadores das empresas denunciam e que estão a afectar não só a sua autoestima, mas também a produtividade das empresas.
As mulheres e os jovens trabalhadores são, de acordo com as conclusões do estudo, os mais afectados, enquanto os homens portugueses tendem a desconsiderar mais facilmente estes comportamentos abusivos por parte dos seus superiores.
«É claro o papel da autoestima dos colaboradores nesta questão dos comportamentos de supervisão abusiva, porque um trabalhador que confie em si e nas suas capacidades tende a desvalorizar por completo comentários depreciativos dos seus supervisores», faz notar a responsável do estudo, Daniela Silva, no âmbito da sua dissertação de mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde na UPT.
Por outro lado, segundo a mesma fonte, a baixa autoestima e a falta de alternativas no mercado de trabalho são as principais razões que levam os trabalhadores a tolerar este tipo de comportamentos, que afectam todas as dinâmicas orgânicas das empresas nacionais.
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