Nos EUA, as grandes multinacionais estão a mudar de CEO e muitas delas a optar por profissionais mais jovens, menos experientes (e mais baratos) em vez de executivos mais sénior, revela um novo inquérito.
Nas 1500 maiores empresas cotadas, aproximadamente um em cada nove CEO foi substituído ao longo de 2025, a maior taxa de rotatividade desde 2010, segundo o The Wall Street Journal.
Citando uma análise de um relatório da Spencer Stuart, só no último trimestre do ano passado, empresas como a Verizon e a Yum Brands, proprietária da KFC, Pizza Hut e Taco Bell, optaram por uma nova liderança executiva.
O estudo aponta que a tendência continuou em 2026, com a Walmart, a Procter & Gamble e a Lululemon entre as empresas que agiram rapidamente para promover mudanças nos seus cargos de liderança já este ano. Já em fevereiro, a Disney, a HP e a PayPal anunciaram os seus novos líderes no mesmo dia.
Os dados da Spencer Stuart sugerem que os CEO em exercício estão a abandonar os seus cargos mais cedo do que no passado e que os seus substitutos são mais jovens, com a média de idades nos 54 anos, contra 56 no início do ano passado.
Mais de 80% das 168 pessoas nomeadas para cargos de CEO em 2025 eram estreantes, sem experiência prévia na gestão de empresas cotadas ou de grandes empresas independentes. Dois terços desse total nunca tinham sequer trabalhado num conselho administrativo.
Segundo o Wall Street Journal, esta tendência de contratação é “uma grande experiência de liderança” em resposta a um cenário global em drástica transformação, enfrentando os desafios apresentados pelas forças políticas disruptivas e pela ascensão da inteligência artificial.














