Há dois programas de intervenção psicológica a ser testados para reduzir sintomas de ansiedade em crianças

Human Resources com Lusa
8 de Outubro 2023 | 16:00

Dois programas de intervenção psicológica testados por uma equipa conjunta das universidades de Coimbra e Lisboa têm ajudado a reduzir a sintomatologia ansiosa em crianças dos 7 aos 12 anos.

 

Os projectos, que envolvem também os pais das crianças, têm revelado contribuir significativamente para a redução da interferência destes sintomas nas suas vidas e nas famílias, informou a Universidade de Coimbra (UC) num comunicado enviado à agência Lusa.

O estudo-piloto, desenvolvido ao abrigo dos programas Detetives das Emoções In-Out e Gato Habilidoso, tem sido conduzido pela UC e pela Universidade de Lisboa (UL).

«Os programas são destinados a crianças que apresentam sintomas de ansiedade clinicamente significativos, como ansiedade de separação, que se manifesta pela dificuldade da criança em separar-se dos pais, ansiedade social, que se traduz, muitas vezes, na dificuldade em participar nas interacções sociais e em situações de avaliação, e ansiedade generalizada, que se manifesta frequentemente por preocupações com uma diversidade de aspectos que a criança não consegue controlar», lê-se no comunicado.

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Está previsto que brevemente estas intervenções sejam aplicadas em maior escala, estando abertas as inscrições dos interessados.

«Perante a necessidade de tratamento das perturbações emocionais na infância, pretende-se contribuir para que estas duas intervenções psicológicas, com características diferentes, mas ambas com resultados de eficácia noutros países muito promissores, fiquem disponíveis no nosso país e possam ser implementadas de forma generalizada», explicou Helena Moreira, docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UC.

Citada na nota, a também investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental acrescentou que os estudos têm mostrado que, se as perturbações de ansiedade na infância não forem adequadamente tratadas, a probabilidade de recaída ou de desenvolvimento de novos problemas, ao longo da adolescência e da idade adulta, é elevada.

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«Os primeiros anos de vida representam uma oportunidade extraordinariamente importante para a promoção da saúde mental ao longo da vida. Contudo, muitas crianças não têm acesso a tratamento psicológico, particularmente a intervenções informadas pela evidência», referiu Helena Moreira, que coordena o projecto com a sua colega da UL Ana Isabel Pereira.

O estudo decorreu entre Março e Julho, em diferentes municípios como Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Mortágua, Pombal e Viseu, tendo envolvido 77 crianças e os pais.

Qualquer pai ou mãe que considere que o seu filho apresenta sintomas de ansiedade significativos pode efectuar a inscrição através do email detetives.in.out@gmail.com, para inscrições na zona Centro, ou usando o endereço detetivesinout@psicologia.ulisboa.pt, para inscrições na zona de Lisboa.

As escolas que queiram participar podem também inscrever-se no programa, de 16 sessões e cujo ingresso é gratuito.

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