Lisboa e Cascais estão entre as 30 localizações da região da Europa, Médio Oriente e Ásia (EMEA) mais bem posicionadas para atrair estas fortunas, de acordo com o Savills Spotlight on Wealth Trends 2026.
O relatório, centrado nesta “Grande Transferência de Riqueza” (Great Wealth Transfer), cita estimativas da Capgemini segundo as quais 72 biliões de dólares (cerca de 64 mil milhões de euros) deverão passar directamente para herdeiros e 12 biliões para causas filantrópicas. Para identificar os destinos com melhores condições para atrair esta geração, a Savills analisou mais de 100 localizações em todo o mundo através do Savills Next-Generation Wealth Hubs Index.
O índice assenta em quatro pilares: negócios, governação e conectividade; concentração de riqueza e ambiente local; gestão de património e fiscalidade; e estilo de vida. Centra-se na “próxima geração de riqueza” (next-generation wealth), definida como indivíduos com menos de 40 anos que já herdaram um património significativo, estão prestes a beneficiar dessa transferência ou construíram fortuna através de sucesso empresarial.
Nova Iorque ocupa o primeiro lugar do índice mundial, à frente de Miami, Londres, São Francisco e Los Angeles. Londres, em terceiro lugar, é a primeira da região EMEA e continua a captar investimento internacional graças a um setor de serviços profissionais consolidado, à concentração de riqueza, a escolas e universidades de referência mundial, à oferta cultural e às ligações ao resto do mundo.
A região EMEA reúne mais de metade das 30 principais localizações do índice global, entre centros financeiros, zonas costeiras e estâncias de montanha. A sua força está em juntar estilo de vida e conectividade a condições que permitem proteger a riqueza a longo prazo. Destinos do sul da Europa e dos Alpes, como Gstaad (23.º lugar mundial), Barcelona (26.º) e a Côte d’Azur (28.º), ganham terreno, à medida que a possibilidade de viver no destino durante todo o ano pesa cada vez mais nas escolhas.
Portugal está representado no top 30 da região EMEA por Lisboa e Cascais. O país distingue-se pela qualidade de vida e pela oferta de restauração e comércio, com preços mais acessíveis do que outros mercados europeus de referência. Tal como em Espanha, compradores e arrendatários da América Latina sustentam a procura em Portugal, onde os brasileiros têm maior peso. Nos dois países, o arrendamento de imóveis de gama alta permite dividir o tempo entre várias localizações.
















