A RuPharma e a Endobios são as equipas nacionais que avançam para as meias-finais dos InnoStars Awards 2021, um programa do EIT Health destinado a startups que se encontram numa fase evolutiva, sediadas nas regiões da Europa Central, de Leste e do sul.
A RuPharma, um projecto que é um spin-off da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), um dos parceiros do EIT Health em Portugal. A equipa tem como objetivo desenvolver novos fármacos anticancerígenos para cancros altamente metastáticos. A solução já está protegida por uma patente internacional.
A Endobios, que desenhou a E-Chem®, uma solução que implementa cadeias de valor que beneficiam a Saúde, a partir de bioprodutos que já comercializados, mas que se encontram subvalorizados, ou de biorresíduos não-monetizados a partir de algas, micróbios ou plantas. É uma solução que aumenta o valor dos bioprodutos e fornece novas soluções para clientes finais que procuram medicamentos sem prescrição que previnam doenças e melhorem a saúde, principalmente nutracêuticos, imunoestimulantes, microbiomas de saúde, anti-envelhecimento, saúde da pele ou produtos de bem-estar
As restantes startups a concurso são as: AIMED e Tully, da Roménia; Nanoker e Rethink Medical, de Espanha; JEMTech e Deed, de Itália; as húngaras Navolab Diagnostics e APPERCELL; AidPlex, Grécia; PolTiss, Polónia; Liverinn, Lituânia; e, Neurosalience (Estónia).
Os semi-finalistas receberão 25 mil euros em dinheiro “inteligente”, destinado a formação na área de negócio e apoio de mentoria por parte de especialistas mundiais da rede do EIT Health. As dez equipas com melhor desempenho poderão chegar à fase final e apresentar-se a um júri internacional. Será a oportunidade de obterem até 25 mil euros para lançar o seu produto ou serviço no mercado.
Os vencedores, além dos prémios financeiros, terão acesso ao apoio e potencial networking junto de investidores integrados na Rede de Investidores do EIT Health, bem como na rede EIT Health’s Living Labs e Test Beds. Para além das equipas mencionadas, o EIT Health prestará apoio de mentoria a mais 20 startups, com valor de 4 mil euros.
A Pandemia estimulou um número recorde de novas ideias submetidas aos InnoStars Awards. Na edição deste ano, o número de equipas que se propõem resolver alguns dos desafios mais prementes ao nível dos cuidados de saúde, aumento do bem-estar e conforto dos doentes sofreu um incremento de 47%.
Tamas Bekasi, RIS Business Creation manager da EIT Health InnoStars refere «todas as edições dos InnoStars Awards atraem soluções de saúde de ponta, biotecnologia ou saúde digital, que tentam responder a alguns dos desafios mais prementes dos cuidados de saúde, bem como a melhoria na qualidade de vida dos doentes. Este ano observamo-lo a escala ainda maior. A pandemia estimulou novas ideias, sente-se uma enorme motivação por parte dos inovadores no sentido de dar o próximo passo. A chave para o sucesso é, muitas vezes, dotar estas ambiciosas equipas de competências empresariais, dar-lhes oportunidade de aceder a networking e apoiá-las na construção de uma estratégia de reconhecimento internacional. Isto é exatamente o que fazemos».














