De acordo com o estudo “Hábitos do Consumidor Português”, desenvolvido pela Boston Consulting Group (BCG), 64% da população a afirmar sentir-se confortável ou indiferente a trabalhar presencialmente, mas apenas 36% a preferir um modelo totalmente presencial.
O estudo mostra que esta preferência por modelos com componentes remotas pode estar relacionada com três sentimentos gerais, nomeadamente o de 31% das pessoas sentirem que são mais produtivas a trabalhar de forma totalmente presencial; a vontade de utilizar o tempo livre “extra” para estar com a família (58%), cuidar da casa (49%) e praticar desporto (45%), e, por último, as reservas que 10% da amostra mostra em voltar a utilizar transportes públicos.Com os novos modelos de trabalho, muitos trabalhadores ponderam mudar-se para outras regiões, fora das grandes metrópoles. O estudo refere que, apesar de 45% dos portugueses quererem mudar de residência, procurando uma melhor qualidade de vida, uma habitação maior, devido à troca de emprego ou para baixar o custo de vida. No entanto, apenas 16% conseguiu fazê-lo durante a pandemia.A consultora destaca, no tema da saúde, que durante a pandemia se verificou uma deterioração da saúde mental dos portugueses, registando-se um aumento de 9% para 20% de pessoas que se sentem instáveis psicologicamente. Entre os principais mecanismos iniciados para inverter este sentimento, destaca-se a prática de meditação e as consultas de Psicologia.
A maioria dos portugueses reconhece ainda que passou a dar maior importância à saúde mental e física, à família, à estabilidade financeira e ao crescimento pessoal. Ainda 33% das pessoas começaram a importar-se mais com a adoção de comportamentos sustentáveis, o que se materializa na alteração de alguns comportamentos como a utilização de sacos reutilizáveis (49%) e a utilização de embalagens reutilizáveis (36%).
Apesar de os portugueses sentirem que o pior da pandemia já passou, com 66% a referir que se sentem confortáveis em participar em atividades independentemente do uso da máscara e apenas 5% a evitarem sair de casa, este período afetou os seus hábitos de consumo.














