Há seis mestrados portugueses de Finanças entre os melhores do mundo (um deles no top 10)

Portugal tem seis escolas de negócios entre as melhores do mundo, no que diz respeito a mestrados de Finanças, de acordo com o ranking Masters in Finance do jornal britânico “Financial Times” (FT) divulgado hoje, dia 15 de Junho.

Margarida Lopes
15 de Junho 2026 | 05:01

Nova School of Business and Economics (Nova SBE) ocupa o oitavo lugar, tendo descido duas posições em relação ao ano passado.

Em particular, a escola assegurou uma posição de destaque no indicador International Work Mobility (carreira internacional dos graduados), com o terceiro lugar mundial. Este indicador avalia a capacidade dos graduados para prosseguirem e desenvolverem as suas carreiras em contextos internacionais, fora do seu país de origem.

No indicador International Course Experience (experiência internacional do curso, que reflecte a exposição internacional proporcionada pelo curso, avaliando a capacidade dos alunos para estudar e realizar estágios, durante o programa, fora do país e do campus de origem), a Nova SBE ocupa a quinta posição no mundo, com muitos dos seus alunos a completar programas de intercâmbio e estágios – ou ambos – fora de Portugal e do país de origem.

O compromisso institucional com a sustentabilidade é também reconhecido pelo Financial Times, através da nona posição mundial no indicador Carbon Footprint. Esta métrica avalia a classificação da pegada de carbono das escolas, considerando a definição de metas concretas e a publicação de relatórios de emissões, reforçando o posicionamento da Nova SBE como uma escola comprometida com os desafios ambientais globais.

Já a Católica Lisbon School of Business & Economics ocupa o 19.º lugar, uma subida de quatro posições no ranking liderado pela ESCP Business School.

Continue a ler após a publicidade

Este ranking abrange todos os graduados do Mestrado International em Finanças da Católica-Lisbon, os quais aumentam o seu salário inicial 52% nos seus primeiros três anos, um feito que coloca a Católica-Lisbon SBE na 16ª posição Mundial em Progressão Salarial dos seus Graduados.

O mestrado em Finanças da Católica-Lisbon SBE funciona como porta de entrada para uma excelente carreira a nível internacional, sendo uma das melhores escolas do mundo (12ª) na Experiência Internacional do Mestrado, sendo também a Escola portuguesa com maior percentagem de alunos internacionais (87%).

A liderança da Católica-Lisbon SBE na área da sustentabilidade é hoje reconhecida internacionalmente. A Escola é a instituição portuguesa mais bem classificada na integração da sustentabilidade e da transição climática nos seus programas académicos, alcançando o 9.º lugar mundial neste indicador.

Continue a ler após a publicidade

ISEG Lisbon School of Economics and Management ocupa a posição 33.ª, tendo descido três posições em relação ao ano passado.

Entre as escolas portuguesas presentes no ranking, o ISEG destaca-se sobretudo pela progressão salarial dos seus diplomados, com um aumento médio de 75%, o melhor resultado nacional e o sétimo melhor resultado a nível mundial neste indicador. O programa regista ainda 100% de empregabilidade a três meses.

Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) ocupa a posição 43.º do ranking, tendo descido dois lugares em relação ao ano passado.

Pelo segundo ano consecutivo, a FEP é primeira em Portugal e sétima no mundo no indicador “Value for Money”, que avalia a relação entre o custo do programa e os resultados profissionais alcançados após a sua conclusão, um posicionamento que a consolida como uma das opções mais competitivas a nível internacional. Este desempenho é acompanhado por um crescimento médio salarial de 50% três anos após a graduação. O impacto do programa na progressão profissional dos seus diplomados continua também em evidência: o MIF atinge o 18.º lugar mundial em progressão de carreira.

A experiência dos estudantes é outro dos indicadores em destaque, com a satisfação global dos alumni a obter uma avaliação de 9,21 em 10, o que significa uma melhoria face ao ano anterior. Este avanço, nota Jorge Farinha, «traduz não apenas a qualidade académica, mas também a relevância e aplicabilidade da formação num contexto profissional real».

Continue a ler após a publicidade

A internacionalização surge igualmente como um eixo estratégico reforçado. O MIF regista um aumento no número de estudantes internacionais e do corpo docente internacional, contando ainda com um Advisory Board totalmente internacional. Adicionalmente, é de salientar que o curso se encontra no top 20 mundial (17º lugar) em termos de experiência internacional proporcionada pelo programa.

A Iscte Business School entra no ranking pela primeira vez este ano e ocupa a posição 47.º do ranking.

Entre as escolas portuguesas classificadas, a Iscte Business School alcança o melhor desempenho nacional no indicador Career Services Rank, que avalia a qualidade do apoio prestado aos estudantes na preparação e desenvolvimento das suas carreiras. Neste indicador, a Escola ocupa a 24.ª posição mundial e o 1.º lugar nacional. O programa destaca-se igualmente no indicador Value for Money Rank, no qual alcança a 17.ª posição mundial e o 2.º lugar nacional, posicionando-se no top 25% global.

A progressão salarial dos alumni constitui outro indicador de destaque. Os diplomados do MSc in Finance registam um aumento salarial de 65% entre o final do curso e a situação profissional actual, resultado que coloca a Iscte Business School no 2.º lugar nacional e no top 20% mundial neste indicador.

Os resultados revelam ainda elevados níveis de satisfação entre os alumni, dimensão em que a Escola ocupa o segundo lugar nacional. e o primeiro lugar nacional nos indicadores Female Faculty Rank e Women on Board.

Por fim, a Católica Porto Business School ocupa a posição 54.º, registando uma das progressões mais expressivas entre as escolas portuguesas, subindo nove posições, em relação ao ano anterior.

O ranking Financial Times Masters in Finance 2026 classifica os 70 melhores Mestrados de Finanças de todo o mundo, de entre centenas de Programas nos cinco continentes e baseia-se numa análise detalhada de 19 indicadores que medem o progresso de carreira dos graduados, bem como critérios de sustentabilidade ambiental e de diversidade da escola.

Partilhar


Mais Notícias