Há subidas nos juros dos certificados de aforro (e mais pessoas a subscrevê-los por isso mesmo)

Human Resources com Lusa
25 de Outubro 2025 | 10:00
Há subidas nos juros dos certificados de aforro (e mais pessoas a subscrevê-los por isso mesmo)

A remuneração dos novos certificados de aforro interrompeu, em Setembro, a tendência de queda que se vinha a verificar nos meses anteriores e as famílias revelaram um novo interesse por estes produtos de poupança do Estado. Em Setembro, entraram 491,43 milhões de euros nos certificados de aforro, a subida mensal mais elevada desde Abril, revelou o Jornal de Negócios.

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Determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, a taxa-base dos certificados de aforro segue uma fórmula ditada pela média da Euribor a três meses nos 10 dias úteis anteriores (que não pode ser superior a 2,5% nem inferior a 0%). Com o recuo do indexante e, respectivamente, do juro, o apetite das famílias tem vindo a arrefecer.

Mas de acordo com a publicação, essa tendência volta a inverter-se, acompanhando a remuneração. As famílias alocaram 491,43 milhões de euros a estes produtos de poupança do Estado em Setembro, levando o stock a superar pela primeira vez os 39 mil milhões de euros. A entrada de capital nos certificados de aforro em Setembro fica acima do valor registado no mês anterior e é mesmo o mais elevado desde Abril.

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Para já, as subscrições mais do que compensaram as saídas líquidas de poupanças dos certificados do Tesouro. Como tem acontecido consecutivamente desde outubro de 2021, este produto continuou a perder atratividade: o “stock” recuou em 137,52 milhões de euros em setembro, para um total de 8.361,37 milhões de euros.

O conjunto do “stock” total dos dois chegou aos 47.399,39 milhões de euros, o que significa que o investimento das famílias voltou a renovar máximos desde, pelo menos, dezembro de 1998, data que marca o início da série do supervisor.

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